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Alunos da Faculdade de Medicina da USP aderem à greve e paralisam atividades no HC e HU

Estadão Conteúdo 11/05/2026 12:06

Estudantes do internato da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) anunciaram adesão à greve nesta segunda-feira, 11. Os alunos decidiram paralisar as atividades práticas e os atendimentos realizados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC) e no Hospital Universitário (HU). Procuradas pela reportagem, as unidades de saúde não haviam se manifestado sobre o caso até a publicação desta matéria.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Entre as pautas relacionadas à Faculdade de Medicina, os universitários criticam o programa "Experiência HCFMUSP na Prática", destinado a estudantes de instituições privadas interessados em participar de atividades no Hospital das Clínicas mediante pagamento. O movimento avalia que a iniciativa estimula a "mercantilização" da formação médica.

Outra demanda envolve a recomposição do quadro de funcionários do Hospital Universitário. Segundo os alunos, a redução de servidores ao longo dos últimos anos resultou no fechamento de leitos, na diminuição da capacidade de atendimento e na sobrecarga das equipes.

A mobilização na USP se intensificou após o fim das negociações entre a Reitoria e representantes estudantis sem consenso sobre as reivindicações apresentadas. Em meio aos protestos, a reitoria da universidade foi ocupada por estudantes desde o dia 7 de maio e desocupada pela Polícia Militar na madrugada do último domingo.

SESC PICASSO

Entre os principais pontos defendidos pelo movimento está o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE). A universidade anunciou aumento do auxílio permanência de R$ 885 para R$ 912, mas os alunos reivindicam equiparação ao salário mínimo paulista, atualmente fixado em R$ 1.804.

Os grevistas também apontam deficiências nas políticas de permanência estudantil e relatam problemas estruturais na instituição, incluindo críticas ao funcionamento dos restaurantes universitários.

Enquanto estudantes da FMUSP aderiram à paralisação, professores titulares da faculdade divulgaram manifesto contrário ao movimento e favorável à retomada das atividades acadêmicas.

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No texto, os docentes afirmam reconhecer avanços nas negociações conduzidas pela administração da universidade, mas avaliam que "o limite possível das negociações foi alcançado". Também argumentam que a continuidade da greve compromete a reposição das aulas e traz impactos à formação.

A paralisação anunciada nesta segunda-feira também reúne estudantes, professores e servidores técnico-administrativos da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Um ato unificado está previsto para as 14h em frente à reitoria da Unesp, na Praça da República, região central.

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