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Ação civil pede R$ 4 bilhões à Braskem por desvalorização imobiliária em Maceió

FolhaPress 12/07/2025 16:35

MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) - A Defensoria Pública de Alagoas ajuizou na quinta-feira (10) uma ação civil pública que pede indenização da Braskem a moradores e proprietários de imóveis que sofreram desvalorização por causa do colapso de mina de sal-gema em Maceió.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O valor estimado, conforme a petição inicial, é de R$ 4 bilhões, já que cálculo preliminar da Defensoria indica que mais de 22 mil imóveis foram atingidos por essa desvalorização, em bairros como Farol, Pinheiro, Bom Parto, Gruta de Lourdes, Pitanguinha e Levada. Cerca de 14,5 mil imóveis já foram evacuados, sendo que a maioria já demolida.

Conforme a ação, são apresentadas provas técnicas e documentais, como laudos periciais, avaliações imobiliárias, registros fotográficos, pareceres do Creci/AL (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), bem como vídeos e depoimentos que confirmam desvalorização de até 60%, além de danos estruturais, como rachaduras, trincas e afundamentos.

SESC PICASSO

Por meio de comunicado ao mercado, a Braskem informou que tomou conhecimento da ação pela mídia e que ainda não foi intimada nos autos, mas avaliará e tomará as medidas pertinentes nos prazos legais aplicáveis, além de manter o mercado informado sobre qualquer desdobramento relevante sobre o assunto.

Esse é considerado o maior desastre ambiental em área urbana do país. Os primeiros tremores de terra foram registrados em 2018, com afundamento do solo e rachaduras em imóveis. Cinco bairros da capital alagoana foram afetados pelas atividades de mineração da petroquímica, com mais de 40 mil pessoas realocadas.

CONTADOR - BONUS

No total, 35 minas vinham sendo usadas pela Braskem para explorar sal-gema, material usado para produzir PVC e soda cáustica, em Maceió. A operação foi interrompida em 2019, e a empresa se comprometeu a fechar todas elas, a fim de garantir maior estabilidade à região. O plano é encerrar o trabalho de preenchimento das minas até 2026.

No dia 23 de julho, a Justiça Federal fará uma inspeção no bairro Bom Parto para que sejam verificados os danos provocados por afundamentos e fraturas no solo. A Defensoria Pública pede que a área de realocação seja ampliada para abranger mais imóveis.

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