O presidente da China, Xi Jinping, chegou aos Estados Unidos na quarta-feira, 23, no segundo dia da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorre em Nova York. Apesar disso, Pequim será representada no principal encontro da diplomacia mundial pelo vice-presidente, Han Zheng.
Xi desembarcou na pista da Base Conjunta Andrews, nos arredores de Washington, onde foi recebido pelo presidente americano, Donald Trump, com direito a tapete vermelho.
Essa é a primeira visita de Estado do presidente chinês aos EUA em mais de dez anos. Na quinta-feira, 24, ele foi recebido por Trump na Casa Branca para discutir questões relacionadas a segurança, tecnologia e inteligência artificial. À noite, Xi participou de um jantar de Estado na Casa Branca.
Antes mesmo da chegada do presidente chinês ao território americano, o Ministério das Relações Exteriores da China já havia confirmado que Han seria o responsável por representar o país na Assembleia-Geral da ONU entre quinta-feira, 24, e sábado, 26, quando Pequim deve fazer seu discurso. Xi deixará Washington nesta sexta-feira, 25, e não passará por Nova York.
Segundo o porta-voz da pasta, Guo Jiakun, Han abordará, em seu discurso, as visões e propostas da China sobre o atual cenário internacional, as principais questões internacionais e regionais e o trabalho da ONU.
"Ele delineará as fortes ações da China para promover o verdadeiro multilateralismo e fomentar a paz e o desenvolvimento mundial", disse Guo.
"[Han] convocará a comunidade internacional a revitalizar a autoridade e o papel da ONU, a construir maior sinergia para reformar e aprimorar a governança global e a trabalhar em conjunto na direção certa para a construção de uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade", acrescentou.
Este ano marcou o aniversário de 55 anos da restauração do assento legítimo da China na ONU. A última vez que Xi discursou presencialmente na sede da organização foi em 2015, quando a entidade completou 70 anos.
Na quarta-feira, durante seu discurso, o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, lamentou a ausência de Xi no evento.
"Lamento não ter tido a oportunidade de falar com o presidente da China. Ele é alguém que também pode influenciar a Rússia, mais do que muitas outras pessoas podem, e gostaríamos que ele quisesse a paz tanto quanto nós queremos na Ucrânia", disse Zelenski.
Apesar da ausência na Assembleia-Geral da ONU, Xi não costuma faltar a eventos diplomáticos. Somente neste mês, por exemplo, ele participou da 18ª Cúpula dos Brics, em Nova Délhi, na Índia, e da 26ª Cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), em Bishkek, no Quirguistão.