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Vídeos contestam decisão que tirou bronze de ginasta dos EUA, diz jornal

FolhaPress 20/09/2024 12:10

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polêmica retirada da medalha de bronze da ginasta norte-americana Jordan Chiles na prova de solo nos Jogos de Paris pode passar por uma nova reviravolta.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Chiles foi obrigada a devolver a medalha quando o Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) decidiu a favor de um recurso da ginasta romena Ana Maria Barbosu, que inicialmente ficou na quarta colocação e, posteriormente, recebeu o bronze.

No dia da prova, após sua apresentação (a última da final), a americana ficou com a 5ª melhor nota. A equipe dos Estados Unidos , porém, recorreu e pediu reconsideração. O pedido foi aceito, e ela subiu para terceiro lugar. Chiles inclusive participou do pódio, protagonizando uma das cenas mais icônicas da história olímpica quando, ao lado de Simone Biles, reverenciou a brasileira Rebeca Andrade, medalha de ouro.

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Barbosu e sua equipe, porém, recorreram ao CAS apontando que o pedido de reconsideração da nota feito pelos americanos foi registrado quatro segundos após o prazo de um minuto permitido pela Federação Internacional de Ginástica (FIG).

A argumentação romena foi aceita, e a medalha saiu de Chiles e foi para Barbosu.

No entanto, segundo análise do jornal Washington Post com base em vídeos da final no solo, o tribunal teria tomado a decisão que destituiu o bronze de Chiles com base em marcadores de tempo que não correspondem exatamente com o imposto pelo protocolo.

Conforme a publicação norte-americana, a regra determina que um treinador deve dar início verbalmente à solicitação dentro de um minuto após a divulgação da pontuação da última ginasta no telão do ginásio.

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O vídeo analisado pelo jornal, feito pela equipe que acompanhava o desempenho de Simone Biles para um documentário, indica que a treinadora de Chiles, Cecile Landi, deu início à solicitação para a revisão da nota dentro desse minuto.

Na segunda-feira (17), Chiles entrou com um recurso na Suprema Corte Federal da Suíça para anular a decisão que lhe tirou o bronze.

No recurso, os advogados de Chiles argumentam que o CAS se recusou a considerar imagens de vídeo que "provam inequivocamente" que a consulta foi enviada a tempo.

Ainda conforme as imagens capturadas para o documentário, o ouro de Rebeca Andrade poderia ter passado para as mãos de Simone Biles.

Imagens do documentário da ginasta americana na Netflix mostraram que essa possibilidade existiu.

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Um vídeo do documentário mostrou Biles perguntando à treinadora se um recurso havia sido pedido sobre sua pontuação na apresentação do solo.

O vídeo mostra Biles falando a Landi: "Ele está perguntando?", referindo-se ao co-técnico Laurent. Landi respondeu: "Ele disse que sim." Laurent, então, falou com Landi em francês e ela disse a Biles: "Eles não enviaram".

Biles terminou 0,033 ponto atrás de Rebeca. Se a investigação fosse bem-sucedida, a americana teria ganhado pontos suficientes para receber o ouro.

Em resposta ao vídeo, Biles escreveu no X (suspenso no Brasil) que Rebeca mereceu a medalha de ouro. "Honestamente, não é grande coisa para mim. Rebeca tinha um solo melhor, de qualquer maneira. É chato como não foi investigado, mas não estou brava com os resultados", disse ela.

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