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Vice da Defesa responsabiliza ex-ministro por envio de tropas ao Parlamento da Coreia do Sul

FolhaPress 05/12/2024 09:50

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O vice-ministro da Defesa da Coreia do Sul responsabilizou na noite desta quarta-feira (4), manhã de quinta no horário local, o agora ex-titular da pasta Kim Yong-hyun pelo envio de tropas à Assembleia Nacional logo depois de o presidente decretar uma lei marcial.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O ex-ministro Kim pediu demissão após o recuo da medida que mergulhou o país em uma das piores crises de sua história moderna. Em comunicado, ele lamentou a "confusão e preocupação causadas ao povo" e assumiu responsabilidade pelo decreto. "Assumo total responsabilidade por todos os assuntos relacionados à lei marcial e apresento minha renúncia."

Kim Seon-ho, o vice-ministro da Defesa, afirmou que Kim Yong-hyu ordenou o envio das forças de segurança ao Parlamento para impedir que os legisladores entrassem no plenário durante a lei marcial.

O vice-ministro afirmou ainda que se opôs à mobilização das forças de segurança, porém sem sucesso. Kim Yong-hyu, por sua vez, não havia se manifestado sobre as declarações.

A lei marcial, que pegou a nação de surpresa na terça (3), suspendeu atividades políticas e baniu liberdades civis durante as horas que ficou em vigor. Na madrugada de quarta (tarde no Brasil), sob pressão, o presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, suspendeu a ação que havia sido anunciada por ele.

SESC PICASSO

Questionado sobre quem escreveu o decreto, o vice-ministro Kim Seon-ho disse que não podia confirmar o nome, mas que o "ato não veio" do Ministério da Defesa, segundo a agência de notícias Yonhap.

O presidente Yoon aceitou a renúncia de Kim Yong-hyun nesta quinta. O futuro do líder no governo, porém, continua em aberto. Segundo o jornal Chosun Ilbo, a principal legenda da oposição, o Partido Democrata, articula a votação do impeachment para as 19h (no horário local) do próximo sábado (7).

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Ao longo desta quinta, seis partidos de oposição apresentaram um pedido de impeachment contra Yoon, que já enfrentava acusações relacionadas a ações autoritárias de seus oponentes e de dentro de seu próprio partido.

Yoon disse à nação em um discurso televisionado que a lei marcial era necessária para defender o país de forças antiestatais pró-Coreia do Norte e proteger a ordem constitucional livre, sem citar ameaças específicas.

A estratégia de rotular críticos como "forças totalitárias comunistas" foi adotada pelo presidente sul-coreano nos últimos meses, à medida que suas taxas de aprovação caíam para algo em torno de 20% e após a oposição capturar quase dois terços dos assentos na Assembleia em uma eleição de abril.

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