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Veja linha do tempo dos 12 dias da guerra Israel-Irã

FolhaPress 24/06/2025 19:39

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O cessar-fogo entre Israel e Irã anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra entre Tel Aviv e Teerã permaneceu de pé nesta terça-feira (24), aparentemente encerrando o conflito, que durou doze dias e começou com um bombardeio israelense contra a infraestrutura nuclear iraniana.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A guerra foi o enfrentamento militar mais dramático entre os países inimigos desde a fundação da República Islâmica em 1979 e contou ainda com a entrada dos EUA no conflito, quando bombardeiros atacaram três instalações de importância central para o programa nuclear do Irã.

Veja abaixo uma linha do tempo da guerra. As datas dizem respeito ao horário local dos acontecimentos -os primeiros ataques, por exemplo, aconteceram na noite do dia 12 no Brasil, madrugada do dia 13 no Oriente Médio. No total, 250 iranianos foram mortos em bombardeios de Israel, e 28 israelenses morreram após ataques do Irã, de acordo com os respectivos governos.

13 DE JUNHO

A guerra começou quando Israel, em um ataque surpresa sem precedentes, bombardeou instalações nucelares em Natanz e Isfahan, prédios residenciais em Teerã e bases aéreas e de lançamento de mísseis em todo o país.

O ataque matou altos comandantes militares iranianos, como o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e o líder da Guarda Revolucionária, e também seis cientistas nucleares do país. Pouco tempo depois, Teerã prometeu uma "resposta dura" à agressão, e lançou cem mísseis balísticos contra Israel.

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Países como o Brasil, a África do Sul, a Rússia e a China condenaram o ataque israelense, dizendo que ele violou a lei internacional. Os EUA de Trump se distanciaram da operação, dizendo que ela havia sido realizada sem auxílio americano.

14 E 15 DE JUNHO

Os ataques escalaram nos dias seguintes, com Israel declarando ter controle do espaço aéreo iraniano e mirando infraestrutura de petróleo e gás natural do país persa. O Irã disse ter derrubado três caças de Israel, uma afirmação negada por Tel Aviv. Teerã também fez novos ataques a prédios residenciais em Israel.

A Força Aérea israelense bombardeou os ministérios da Defesa e da Justiça do Irã e, no dia 15, mísseis iranianos mataram 11 israelenses. O número de comandantes militares iranianos mortos por Tel Aviv subiu a 20, e o de mortos no total, a 224.

16 DE JUNHO

No dia 16, Israel bombardeou a sede da emissora estatal do Irã, interrompendo uma transmissão ao vivo e deixando o prédio da TV em chamas. Tel Aviv justificou o ataque dizendo que o canal espalhava "propaganda de guerra" -a lei internacional diz que jornalistas, mesmo os que estão associados a um governo, não são alvos legítimos de ação militar a não ser que peguem em armas. Pelo menos um funcionário da emissora morreu, de acordo com a mídia local.

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No mesmo dia, bombardeios iranianos mataram oito civis israelenses, e um ataque fechou temporariamente uma refinaria de petróleo no porto de Haifa, próximo a Tel Aviv.

17 E 18 DE JUNHO

Israel matou mais comandantes e oficiais militares iranianos em bombardeios de precisão e destruiu fábricas de mísseis no Irã -os EUA afirmaram que a capacidade ofensiva de Teerã estava diminuindo. Na madrugada do dia 18, uma grande explosão contra um depósito de mísseis causou caos na capital iraniana, a segunda maior cidade do Oriente Médio.

A sede do Crescente Vermelho em Teerã foi alvejada por Israel, e estradas saindo da capital ficaram lotadas com famílias tentando escapar em direção ao mar Cáspio ou à fronteira com o Azerbaijão.

19, 20 E 21 DE JUNHO

Um bombardeio iraniano atingiu o principal hospital do sul de Israel, na região de Berseba, deixando 71 feridos. As Forças Armadas israelenses realizaram novos ataques a instalações nucleares do Irã, e especulações sobre a entrada dos Estados Unidos na guerra cresceram: Trump disse que decidiria "em até duas semanas" se usaria bombas americanas desenvolvidas para destruir bunkers contra a principal instalação nuclear do Irã, em Fordow.

Teerã anunciou que enviaria negociadores à Europa para evitar que a guerra saísse de controle. Israel disse ter matado outro comandante militar iraniano, e Teerã alertou que uma eventual entrada americana na guerra traria consequências imprevisíveis para todos.

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22 DE JUNHO

Na madrugada do dia 22, noite do 21 no Brasil, os Estados Unidos entraram na guerra contra o Irã, realizando um ataque direto contra as instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan. Bombardeiros americanos equipados com bombas capazes de destruir bunkers atingiram os centros de enriquecimento de urânio do regime, e Trump anunciou que o programa nuclear iraniano estava totalmente destruído, mas ainda não se sabe a extensão do dano causado.

O ataque foi condenado por países como o Brasil, criticado pela oposição americana, e festejado pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que disse que a decisão de Trump foi uma inflexão na história. O Irã prometeu revidar.

23 DE JUNHO

Israel atacou prédios que são símbolo da repressão do regime iraniano, como uma prisão onde estão detidos prisioneiros políticos e o quartel-general da milícia religiosa Basij. Mais tarde, o Irã retaliou o ataque americano com uma ação calculada e com aviso prévio contra a base de Al-Udeid, a maior dos EUA no Oriente Médio.

24 DE JUNHO

Na noite do dia 23, madrugada de 24 no Oriente Médio, Donald Trump anunciou um cessar-fogo entre Israel e o Irã, dizendo que a trégua duraria 24 horas e que, depois disso, o conflito teria acabado e a guerra ficaria conhecida como "Guerra dos Doze Dias".

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