sexta-feira, 19 agosto, 2022
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Cortisol: tudo que você precisa saber sobre este hormônio

Como já sabemos, o cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins, responsável por auxiliar o organismo a controlar o estresse, contribuindo também para o funcionamento do sistema imunológico, mantendo a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue constantes.

Também chamado de “hormônio do estresse”, o cortisol prepara o nosso corpo para situações de muita tensão, seja para enfrentar o perigo ou para fugir dele. Este esteroide está diretamente ligado as várias atividades regulatórias de diferentes sistemas. Com ele, vem junto efeitos importantes na regulação do nosso organismo, e por isso é necessário que ele esteja em equilíbrio, explica a Dra Gabriela Iervolino, Endocrinologista e titulada pela SBEM.

Caso esteja muito baixo, por exemplo, impactará negativamente no corpo, causando perda de peso, fadiga e anemia. Por outro lado, o nível alto de cortisol também é extremamente prejudicial, principalmente para quem está tentando emagrecer, completa a especialista.

“Há situações em que o cortisol aumenta, seja em momentos de tensão, de preocupação, estresse, ou seja, em situações comuns do dia-a-dia. E quando o nível de cortisol aumenta, ele causa uma série de malefícios ao nosso organismo, como o aumento da fome, desregula a glicemia, aumenta a pressão arterial, entre outros efeitos.

No entanto esse aumento natural, devido ao estresse ou as preocupações diárias, não é caracterizado como uma doença, pois se trata de níveis aceitáveis, diferente de doenças que apresentam uma quantidade excessiva de cortisol como por exemplo a ”Síndrome de Cushing”, esclarece a Dra Gabriela.

Para evitarmos essa desregulação do cortisol em nosso organismo, precisamos buscar alguma válvula de escape para a eliminação de estresse, como por exemplo, exercícios físicos, pois liberam outros hormônios bons que acabam diminuindo os níveis de cortisol causando um relaxamento do corpo- explica a médica.

Uma outra forma de regular o cortisol, quando estamos muito estressados, são as técnicas de relaxamento com exercícios de respiração, como por exemplo, usando a técnica de respirar em 4 tempos, segurar em 7 e expirar em 8 tempos; fazendo isso por volta de 7 vezes, certamente, você se sentirá mais relaxado e seu nível de cortisol, mais baixo consequentemente.

Uma meditação diária, mesmo que por dez minutos, em que conseguimos elevar a nossa mente para um estado mais tranquilo, deixando o corpo mais relaxado, também conta muito para a manutenção dos bons níveis de cortisol.

Quando dormimos mal, ficamos com o cortisol muito elevado no dia seguinte, e é por isso que temos muito mais fome, e desejamos comer principalmente coisas mais doces e calóricas.

A aromaterapia também ajuda no relaxamento, na hora de dormir. Enfim, há várias maneiras de contornar as situações estressantes do dia-a-dia, orienta a Dra. Gabriela Iervolino.

O cortisol é responsável pela quebra das proteínas e deposito de gorduras. Quando ele está alto, com um nível acima do tolerado, acaba havendo uma perda da massa muscular e acumulo de gordura principalmente na barriga, que é um dos fatores relacionados ao aumento do peso, além de dificultar o emagrecimento.

A melhor relação do cortisol com a saúde, é buscar mantê-lo controlado, pois com isso conseguimos também controlar a glicemia; porque quando o cortisol aumenta nós sentimos mais “vontade de comer”, o que pode contribuir para o aumento dos níveis de açúcar no sangue e uma piora para quem já é diabético também.

Ao controlar estes níveis, também conseguimos emagrecer de maneira mais saudável, sem pressa, com foco na mudança do estilo de vida e sabendo que esta mudança não é passageira, mas sim, para toda a vida e justamente por isso, deve ser acompanhada por um profissional, finaliza a Dra. Gabriela Iervolino.

Sobre a fonte:

A dra. Gabriela Iervolino é Médica, Endocrinologista formada pela UNIFESP e FMABC, titulada pela SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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