domingo, 26 junho, 2022
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Animação ‘Meu AmigãoZão’ chega ao cinema mantendo sua fórmula de sucesso na TV

Licenciada para cerca de cem países, depois de exibida na Discovery Kids (por 10 anos), na TV Brasil e na rede Threehouse, no Canadá, a série infantil Meu AmigãoZão, um dos maiores fenômenos de audiência da animação brasileira, expande seus domínios para as salas de cinema, com a estreia, nesta quinta, 12, do primeiro longa-metragem de Golias, o elefantinho azul que só existe na imaginação do pequeno Yuri.

Com eles, mais a pequena Lili (acompanhada pela girafa rosa Nessa) e o igualmente pequeno Matt (seguido por um canguru verde, Bongo), o cineasta Andrés Lieban e sua produtora, a 2DLab (fundada em Porto Alegre, em 1998), ganharam fãs no mundo todo e testaram a excelência da indústria animada nacional.

“Meu AmigãoZão surgiu em 2006, como um curta de um minuto. Logo que o filme integrou nosso portfólio, chamou a atenção de produtores canadenses, e, daí, nasceu uma coprodução de sucesso entre a nossa produtora e a Breakthrough: duas temporadas totalizando 104 episódios de 11 minutos”, conta Lieban, que criou a série em parceria com Claudia Breitman, roteirista do longa ao lado de Clive Endersby. “O objetivo desse conteúdo do AmigãoZão sempre foi levantar dificuldades de socialização que crianças em idade pré-escolar podem enfrentar, época em que passam a frequentar os primeiros modelos sociais fora da família. Com a ajuda da imaginação e de seus amigãozões, nossos protagonistas desenvolvem as próprias ferramentas para enfrentar e solucionar impasses, de modo que o interesse em cultivar a amizade sempre prevaleça sobre as vaidades, orgulhos ou qualquer interesse mais egocêntrico.”

Descoberta afetiva

Cada episódio de Meu Amigãozão é dedicado a uma descoberta afetiva de seus personagens na trajetória do amadurecimento. “Buscamos sempre semear o afeto por meio da dramaturgia, sem didatismo. E, por esse tema ser tão universal e atemporal, a recorrência dele garantiu que o conteúdo não perdesse relevância e interesse por parte do seu público em quase 12 anos de permanência no ar, mesmo que a audiência se renove a cada 3 ou 4 anos”, explica Lieban, que investiu cerca de dois anos de trabalho em cada temporada de 52 aventuras, com uma equipe de cerca de cem profissionais trabalhando diretamente. “E isso sem contar os colaboradores envolvidos indiretamente, como serviços jurídicos, contábeis.”

No longa, Golias uma vez mais ganha a voz de Márcio Simões. Na trama, Yuri, Lili e Matt se apavoram ao saber que vão para uma colônia de férias. Os três, tímidos, têm dificuldades em interagir com outras crianças. E o mais complicado: nesse passeio, terão de ficar dias longe de casa, sem a família.

Como tudo o que eles sentem reflete em seus Amigãozões, Golias, Nessa e Bongo também se amedrontam. Mas, antes de entrar no ônibus da excursão, eles descobrem, na mata, uma passagem secreta para um mundo de fantasia, todo colorido, que traduz os desejos da criançada. Quem os recebe é Duvi Dudum, uma criatura sombria, capaz de assumir diferentes formas muito sedutoras para conseguir o que quer: espalhar tristeza pelo mundo e impedir que amigões imaginários se aproximem de gente de carne e osso.

“A diversidade técnica e estética sempre foi uma grande marca da animação brasileira. E, ao contrário do que possam criticar alguns puristas, sugerindo que isso possa impedir a criação de uma identidade concisa e consolidada, acredito que traduz perfeitamente a pluralidade do nosso povo, rico em culturas, religiões, cores, formas, sexualidade e etnias”, diz Lieban.

“Uma coisa que vem amadurecendo muito na animação, especialmente nos curtas, mas que, aos poucos, vem chegando em longas e até em séries, é o entendimento de que precisamos falar do que realmente entendemos, e não repetir fórmulas, narrativas ou piadas. Daí vermos cada vez mais histórias que refletem experiências muito íntimas. Histórias que, com o poder mágico da animação, conseguem ser, ao mesmo tempo, lúdicas ou cômicas, sempre muito verdadeiras na representação das emoções humanas.”

Rodrigo Fonseca, especial para o Estadão
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