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Juiz de Paz na Roça entra em cataz no Teatro Abel Santana, em Camburi
Publicado por Redação VitóriaNews
Divulgação
As artes propiciam uma catarse, uma transformação –o teatro, sobretudo, como dizia Aristóteles, provoca uma descarga emocional de grandes proporções, pois o público tem uma conexão direta com o ator e, por meio de uma ação encenada no palco, o espectador pode ser impactado em suas memórias de situações do mundo real. A catarse é o método de expulsão. Os atores representam o drama ou a comédia, e impactam emocionalmente o público, que eclode em choro e temor ou em risos. No próximo dia 25 de setembro, no Teatro Abel Santana, localizado na Praia de Camburi, o público tem a oportunidade de rir à vontade com a comédia Juiz de Paz na Roça, em duas exibições.

Depois de uma temporada de notícias tristes e um futuro ainda cheio de insegurança, a garantia de dar boas risadas está assegurada. Uma catarse! Rememorando Aristóteles! E poder finalmente sair de casa para se divertir, com segurança, é algo mais do que ansiado.  O diretor, ator e professor de teatro, Abel Santana, reitera que não é novidade o fato de que o riso produz efeitos catárticos na psique e no corpo das pessoas, agindo sobre os seus ânimos.

Catarse é um termo grego (kátharsis) que significa purificação do espírito humano, ou seja, é um livramento das imperfeições. A catarse pela comédia reverbera como uma liberdade em referência a alguma situação opressora, podendo ser psicológica como também cotidiana.  Aristóteles escreveu sobre essa potência do riso, há mais de dois mil e trezentos anos. E pouco menos de cem anos antes dele o comediógrafo Aristófanes redigiu peças nas quais se pode atestar o poder do fármaco que é inerente ao riso, como também se percebe a dimensão da crítica, política e social, própria aos humoristas.

Aristóteles analisou os hábitos da plateia durante as apresentações e notou que o drama só seria concluído como arte se conseguisse estimular as retenções afetivas do público, ocasionando um exorcismo coletivo. O filósofo compreendeu também a representação dramática como uma cerimônia fármaco-espiritual. Para ele, era um tipo de remédio que agia no particular de cada indivíduo e aquilo possibilitava a compreensão dos desentendimentos particulares, além de poder repelir as aflições e encontrar a calmaria, o equilíbrio de espírito.

Uma atuação dramática vai da alegria à tristeza, de uma extremidade a outra. O efeito disso é a ordenação ou a purgação das emoções. Se observa a catarse ao assistir um espetáculo teatral, ou quando se vivencia como ator, pois acontece um descarregamento de sentidos e emoções em quem está assistindo e em quem vivencia o personagem.” Essa emoção teatral provocada no interior dos espectadores ou dos atores é considerada uma terapia, por solucionar questões intrínsecas aos seres humanos, alterando-as de maneira a oferecer a paz interior, esclarece o diretor teatral.

SINOPSE:

Juiz de Paz da Roça é uma comédia de costumes, cujo enredo se delineia em uma pacata cidade (Bom Jesus das Antas), onde  um Juiz de Paz aparece para resolver diversas questões que afligem os moradores da localidade e acaba vendo a possibilidade de se aproveitar da sua condição de Juiz de Paz, para enriquecer e usurpar os habitantes do local, que veem nele alguém que pode resolver os seus diversos problemas.

A obra de Martins Pena, considerada a primeira comédia de costumes do teatro brasileiro, se mostra bastante atual, pois critica as convenções sociais e o governo, além de satirizar a figura dos juízes e políticos no Brasil do século XIX. Trata-se de uma comédia, tendo sido a primeira obra de Martins Pena a ser representada, em 4 de outubro de 1838, no Teatro de São Pedro, pela companhia teatral de João Caetano.



FICHA TÉCNICA:
ROTEIRO ADAPTADO por Abel Santana
DIREÇÃO DE CENA por Abel Santana
DIREÇÃO DE ATOR por Abel Santana
SONOPLASTIA – William Dutra
FIGURINO – Ângela Mendes
CENÁRIO – Ângela Mendes
ATORES
PERSONAGENS/ATORES
JUIZ DE PAZ (Nicolau Justino) – Abel Santana
ESCRIVÃ DO JUIZ (DE PAZ) – Carmen Veríssima – Nathiana Karenina
JOÃO MANOEL, Coronel, (Guarda Nacional) – Matheus Ribeiro
MARIA ROSA – Vânia Cunha
MARIA LÚCIA – Deise Freitas
MARIA DAS GRAÇAS – Delza Marim
MARIA APARECIDA – Manuela Bravim
MARIA DO SOCORRO – Viviane Cardoso
MARIA DA CONCEIÇÃO – Grasie Fink
MARIA CRISTINA (THINA) – Sammy Moreira
JOSÉ (DA FONSECA) – Mateus Fosther
INÁCIO – Kelvin Brandão
FRANCISCO – Lorran Nascimento
MELISSA NEGREIRO – Letícia Carvalho
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