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Valdivia é acusado de crimes sexuais no Chile e Justiça pede 22 anos de prisão

Estadão Conteúdo 03/11/2026 23:17

O ex-jogador do Palmeiras e da seleção chilena, Jorge Valdivia, foi alvo de pedido do Ministério Público do Chile de 22 anos de prisão por supostos crimes sexuais; 12 deles categorizados como estupro e os outros por abuso. A informação foi dada primeiramente pelo jornal local "Meganoticias" e engloba uma investigação de dois anos de fatos que teriam ocorrido em 2024. A defesa nega os episódios e alega que tudo ocorreu de forma consensual.

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O antigo meio-campista vai agora a julgamento pelo órgão, que apura as denúncias de uma tatuadora, que teria se encontrado com ele em um restaurante na cidade de Providencia e, após consumirem bebida alcoólica, mantido relações sexuais sem ter memória disso, e de outra mulher, que o teria acompanhado a seu apartamento após uma visita ao restaurante El Toro, em Vitacura.

A acusação inicial foi feita em 20 de outubro, enquanto a outra, em 22. Inicialmente, ambos os casos foram apresentados como crimes de estupro, antes da divisão pelo Ministério Público, com penas diferentes para cada um deles.

A defesa de Valdivia afirma que, no primeiro acontecimento, os dois já haviam se encontrado antes e que encaminharam-se ao apartamento a convite da mulher, após o qual a relação teria sido consensual; o mesmo vale para o segundo, em que haveriam registros de vídeo que sustentariam a versão do ex-jogador.

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"Esses são pontos concretos e precisam ser examinados no processo e devem ser considerados", apontou o advogado do chileno. "O Ministério Público apresentou uma acusação, e cabe a ele demonstrar, com provas, a prática dos crimes que atribui a Valdivia", seguiu.

"Ele tem o direito de contestar essas imputações e de ver sua versão examinada pela Justiça, com respeito à presunção de inocência. A gravidade das acusações exige rigor na análise das provas e cautela para evitar qualquer julgamento antecipado", concluiu a defesa.

TESTEMUNHA MANTEVE RELAÇÕES COM VALDIVIA E ENVOLVEU-SE EM POLÊMICA DO EX-JOGADOR

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Uma das testemunhas, a deputada Maite Orsini, já tem histórico de entreveros junto a Valdivia. Antigo affair do ex-jogador, ela mantinha comunicação com ele na data em que teriam ocorridos os fatos. Em novembro de 2024, o Ministério Público afirmou que as mensagens trocadas entre eles teriam servido para estabelecer a cronologia de acontecimentos.

Em 2023, um ano antes, quando ele sofreu uma abordagem policial em Vitacura, ele ligou para a chefe da diretoria de Segurança Pública do Chile para apresentar informações sobre o procedimento, o que o órgão de Justiça, na época, considerou investigar por tráfico de influência. Um promotor, à época, a acusou de utilizar seu cargo para intervir na operação policial.

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