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Ultradireita vence eleições na Áustria, mas terá de buscar alianças para governar

FolhaPress 30/09/2024 12:53

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com 96,7% dos votos contabilizados na manhã desta segunda-feira (30), a ultradireita da Áustria venceu as eleições parlamentares do dia anterior, embora sem garantia de poder governar.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Juntos fizemos história hoje", disse Herbert Kickl, líder do Partido da Liberdade da Áustria (FPO, na sigla em alemão), a seus apoiadores reunidos em Viena. "O que alcançamos supera todos os meus sonhos."

O FPO obteve 28,8% dos votos, um aumento de 13 pontos em comparação com as eleições de 2019. A sigla esteve no governo várias vezes, mas esta é a primeira vez que venceu uma votação nacional.

No poder, os conservadores do Partido Popular Austríaco (OVP), liderado pelo chanceler Karl Nehammer, ficaram em segundo lugar, com 26,3%. "Não alcançamos a extrema direita", disse ele, ao se dirigir a seus apoiadores.

No entanto, Kickl está longe de ter garantido o cargo de chefe do governo e pode até ficar fora de um gabinete de coalizão, já que nenhum partido quer se associar ao seu.

Em declarações após o anúncio das primeiras projeções, o líder afirmou que, após essa "mensagem tão clara" do eleitorado, estenderá a mão a todas as siglas do Parlamento. O país deve "voltar a se conectar com as necessidades da população", afirmou Kickl.

SESC PICASSO

Em um contexto de ascensão dos partidos de ultradireita na Europa, a legenda fundada por antigos nazistas registra resultados melhores do que apontavam as pesquisas.

POPULARIDADE CRESCENTE

Desde 2021, quando Herbert Kickl assumiu a liderança do FPO, marcado por escândalos de corrupção, a popularidade da legenda cresceu graças à irritação dos eleitores com temas como imigração, inflação e as restrições pela Covid, como aconteceu com outros partidos de ultradireita na Europa.

CONTADOR - BONUS

O ex-ministro do Interior, de 55 anos, fez campanha para as legislativas, nas quais mais de 6,3 milhões de pessoas estavam aptas a votar entre os nove milhões de habitantes do país, com slogans como "Ouse tentar algo novo".

Nestas eleições, a campanha de Kickl apostou em uma plataforma anti-imigrante, classificando os estrangeiros na Áustria como criminosos e dependentes de assistência social. Ele pediu uma interrupção temporária na aceitação de novos requerentes de asilo.

Kickl também criticou as sanções da União Europeia contra a Rússia, atacou o atual governo e defendeu o conceito de remigração, que consiste em retirar a nacionalidade de imigrantes que não teriam se integrado ao país.

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