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Ucrânia troca alto comando militar em meio ao conflito com a Rússia

Estadão Conteúdo 22/07/2026 09:03

A Ucrânia seguiu nesta quarta-feira (22) com o combate à invasão russa sob nova liderança militar, após o presidente Volodimir Zelenski ceder à pressão pública e demitir o comandante-chefe das Forças Armadas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

A Ucrânia obteve avanços significativos na guerra neste ano, e um racha entre o chefe do Exército que deixava o cargo e o ministro da Defesa ameaçava comprometer esses esforços. Ambos perderam seus postos após a ampla reformulação do governo promovida por Zelenski na semana passada.

As mudanças no alto escalão, anunciadas no fim da noite de terça-feira, 21, buscaram encerrar um surto de turbulência política que durou quase uma semana e provocou comemorações na Rússia. Não estava claro se as medidas de Zelenski conseguiriam atingir esse objetivo.

O novo chefe do Exército, o major-general Mykhailo Drapatyi, de 43 anos, pertence a uma nova geração de generais ucranianos que ascendeu na hierarquia durante a luta contra a agressão russa. Ele se tornou conhecido por sua audácia e coragem em 2014, ano em que a Rússia tomou e anexou ilegalmente a península ucraniana da Crimeia, oito anos antes da invasão em grande escala lançada por Moscou.

Zelenski disse que Drapatyi e outros comandantes devem apresentar uma estratégia de defesa atualizada, incluindo a continuidade da reforma do sistema de corpos, entregas mais rápidas de armas e drones, reforço da defesa aérea contra ataques russos e um plano de mobilização mais claro.

SESC PICASSO

Não há sinal de que os dois países estejam mais próximos de um acordo de paz, apesar dos esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta quarta-feira, 22, que Moscou mantém suas exigências anteriores. Entre elas, estão a retirada das forças ucranianas das quatro regiões do leste que a Rússia tomou, mas não controla totalmente, a renúncia a qualquer aspiração de adesão à Otan e uma forte redução do tamanho do Exército ucraniano, entre outros pontos.

CONTADOR - BONUS

Peskov disse a repórteres que as mudanças políticas e militares na Ucrânia refletem tensões em Kiev.

"O regime de Kiev está tremendo por dentro. Dá para ver a olho nu", disse Peskov.

Segundo ele, as alterações no alto comando não mudarão a linha de frente, alegando que as forças russas estão na ofensiva.

Com a linha de frente da guerra, de cerca de 1.250 quilômetros, em grande parte fora do alcance de observadores independentes, Rússia e Ucrânia também travam uma batalha de propaganda. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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