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Trump volta a atacar Harvard e defende proibição de estudantes estrangeiros

FolhaPress 25/05/2025 11:12

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar Harvard neste domingo (25), cobrando da universidade que forneça dados detalhados sobre seus estudantes estrangeiros, e defendeu a decisão de seu governo de proibir a matrícula de alunos de outros países na instituição.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em uma publicação na sua rede social, a Truth Social, Trump escreveu: "por que Harvard não diz que quase 31% de seus estudantes são de PAÍSES ESTRANGEIROS, e ainda assim esses países, alguns deles nada amigáveis com os EUA, não pagam NADA pela educação de seus estudantes, e não pretendem fazê-lo."

Não está claro se Trump estaria exigindo pagamento direto de governos que enviam seus estudantes para os EUA --na imensa maioria dos casos, especialmente em Harvard, estudantes estrangeiros costumam vir de famílias de classe alta dispostas a pagar o valor completo das altas mensalidades de universidades de elite dos EUA-- ou se estaria questionando por que alunos de outros países não ficam em seus locais de origem.

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Em Harvard, onde 27% dos alunos são estrangeiros, o dinheiro pago pelos estudantes de outros países ajuda a subsidiar bolsas para americanos de baixa renda. No total, havia 6.700 alunos internacionais na universidade em 2024.

De acordo com dados do Escritório Internacional de Harvard (com a ressalva de que podem não representar a totalidade dos números), a nacionalidade estrangeira mais presente entre os estudantes é a chinesa. São 1.282 alunos vindos da China, seguidos por 555 canadenses, 467 indianos, 252 sul-coreanos e 242 britânicos. De acordo com os dados, 123 brasileiros estão matriculados em Harvard.

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"Queremos saber quem são esses estudantes estrangeiros", prosseguiu Trump na publicação. "É um pedido razoável, uma vez que damos BILHÕES DE DÓLARES a Harvard, mas a universidade não tem sido muito prestativa. Queremos nomes e países", disse o presidente.

As exigências feitas do governo federal a Harvard são descritas pela universidade como um ataque à liberdade acadêmica e à liberdade de expressão. Especificamente, Trump busca saber se estudantes estrangeiros participaram de protestos pró-Palestina, classificados pelo governo como antissemitas, com o objetivo declarado de expulsá-los da universidade e do país.

Quando anunciou a proibição de estudantes estrangeiros em Harvard, a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, disse que os alunos que já estudam na universidade serão obrigados a se matricular em outra instituição, sob pena de verem seus vistos estudantis revogados.

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Na carta que enviou à instituição, Noem disse que "Harvard teve ampla oportunidade de fazer a coisa certa, mas se recusou". A secretária afirma que a proibição de aceitar alunos estrangeiros se justifica por ser uma resposta a supostas ações da universidade que "perpetuam um ambiente no campus que é hostil a estudantes judeus, apoia o [grupo terrorista palestino] Hamas e utiliza políticas racistas de diversidade".

Nas últimas semanas, o governo Trump congelou ou rescindiu contratos e subsídios federais à universidade que somam quase US$ 3 bilhões. Somente na terça-feira (20), o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA cortou US$ 60 milhões em repasses federais destinados à instituição de ensino.

Na sexta (23), uma juíza federal bloqueou a proibição de estudantes estrangeiros em Harvard depois que a universidade processou o governo Trump. Os próximos passos do caso serão analisados na terça (27).

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