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Trump vê avanços em negociações com Irã e defende a ampliação dos Acordos de Abraão para paz

Estadão Conteúdo 25/05/2026 10:57

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (25) que as negociações com o Irã "estão avançando muito bem" e defendeu a ampliação dos Acordos de Abraão como parte de um eventual entendimento regional envolvendo Teerã e países do Oriente Médio.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em publicação na Truth Social, Trump declarou que o acordo em discussão precisa ser "um Grande Acordo para todos ou não haverá acordo algum", alertando para o risco de retorno "ao campo de batalha e aos tiros, porém maiores e mais intensos do que nunca antes".

Segundo o presidente americano, líderes de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito, Jordânia e Bahrein discutiram a possibilidade de adesão simultânea aos Acordos de Abraão, iniciativa lançada em 2020 durante seu primeiro mandato para normalizar relações diplomáticas entre Israel e países árabes.

Os Acordos de Abraão foram firmados inicialmente entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, com mediação dos EUA, e posteriormente ampliados para incluir Marrocos e Sudão. O pacto prevê cooperação diplomática, econômica, comercial e de segurança entre os participantes.

SESC PICASSO

Trump afirmou que os acordos geraram um "boom financeiro, econômico e social" para os países envolvidos e sustentou que a expansão do bloco poderá trazer "verdadeiro poder, força e paz ao Oriente Médio pela primeira vez em 5 mil anos".

O republicano também sugeriu a inclusão do próprio Irã no entendimento regional. "Seria uma honra" ter a República Islâmica como parte dos Acordos de Abraão caso Teerã assine um acordo com Washington, escreveu. "Uau, isso sim seria algo especial!", acrescentou.

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Ainda na publicação, Trump disse que Arábia Saudita e Catar deveriam aderir imediatamente ao pacto e indicou que países que rejeitarem participar poderiam demonstrar "má intenção". Segundo ele, representantes americanos já foram orientados a iniciar o processo de ampliação dos acordos.

O presidente americano afirmou que o documento teria um nível de "importância e prestígio incomparável" e classificou a possível expansão dos Acordos de Abraão como "o acordo mais importante" já assinado pelos países da região.

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