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Trump recua e troca taxa sobre navios em Ormuz por acordos comerciais

Presidente dos Estados Unidos abandona cobrança de 20%, mas mantém plano de bloquear embarcações ligadas a portos iranianos

Vitória News 14/07/2026 17:09
Trump recua e troca taxa sobre navios em Ormuz por acordos comerciais
Imagem gerada por IA/VN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas por embarcações que atravessarem o Estreito de Ormuz sob proteção militar norte-americana.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O recuo foi anunciado nesta terça-feira (14), por meio da Truth Social. Segundo Trump, a cobrança será substituída por novos acordos comerciais e investimentos firmados com países do Golfo.

O presidente afirmou que as negociações deverão ampliar a instalação de fábricas e unidades industriais nos Estados Unidos, além de gerar empregos no país. Ele não detalhou quais governos participaram das conversas nem os valores previstos nos futuros acordos.

Apesar de abandonar a taxa, Trump reafirmou que pretende manter um “bloqueio completo” contra embarcações que tenham como origem ou destino portos do Irã.

Na segunda-feira (13), Trump declarou que os Estados Unidos passariam a controlar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz. Na ocasião, anunciou que cobraria o equivalente a 20% da carga transportada como forma de reembolso pela proteção oferecida pelas forças militares norte-americanas.

SESC PICASSO

O presidente argumentou que os países beneficiados pela operação possuem condições financeiras para contribuir com os custos da segurança marítima.

Com a mudança de posição, a contrapartida financeira direta dá lugar a compromissos de comércio e investimentos nos Estados Unidos.

Estreito é rota estratégica para o petróleo

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e derivados. A passagem conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e concentra parte relevante do fornecimento global de energia.

Por essa importância econômica, a região tornou-se um dos principais pontos de tensão no conflito entre Estados Unidos e Irã. Qualquer restrição à navegação pode afetar o abastecimento internacional e provocar oscilações nos preços do petróleo e dos combustíveis.

Fonte: Agência Brasil

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