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Trump quer Infantino, presidente da Fifa, como secretário-geral da ONU, diz jornal

Estadão Conteúdo 22/07/2026 10:18

No que depender de Donald Trump, o fortalecimento da relação com Gianni Infantino pode impactar na política internacional. Segundo informação do jornal norte-americano New York Post, o presidente dos Estados Unidos quer o chefe executivo da Fifa na função de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

Senac 16 de julho — Capa (rail)

De acordo com a publicação, Trump acredita que Infantino, de 56 anos, "é respeitado por todos ao redor do mundo e reconhece que ele tem uma habilidade especial para unir as pessoas.

O próximo secretário-geral será eleito entre agosto e outubro deste ano para substituir António Guterres, de Portugal, que se aposentará no final de dezembro. Para garantir o cargo, Infantino precisaria obter o apoio do Conselho de Segurança, composto por 15 membros - no qual cinco membros permanentes têm poder de veto - seguido da confirmação pela Assembleia Geral.

Ainda não está claro se Infantino deseja assumir o cargo na ONU ou até que ponto o assunto foi discutido com Trump. Segundo informações da imprensa internacional, o dirigente ítalo-suíço conta com o apoio de mais de 200 das 211 federações para se reeleger como presidente da Fifa. O pleito será em 2027, mas as candidaturas ao cargo devem ser apresentadas até o dia 18 de novembro.

Infantino foi eleito presidente da Fifa em 2016 para substituir Joseph Blatter após vir à tona uma série de denúncias de corrupção. O cartola foi reeleito duas vezes, em 2019 e 2023, por aclamação. Ou seja, sem adversários no pleito.

SESC PICASSO

Nos últimos anos, Infantino estreitou sua relação com Trump. O cartola foi o único dirigente esportivo presente na posse de Trump, em janeiro de 2024, e chegou e entregar o Prêmio da Paz da Fifa, honraria que sequer existia, durante a campanha pública do presidente norte-americano para conquistar o Prêmio Nobel da Paz.

O Estados Unidos foram escolhidos como sede da Copa do Mundo de 2026, junto de Canadá e México, em 2018, durante o primeiro mandato de Trump. O país também recebeu o Mundial de Clubes, no ano passado, com o presidente norte-americano entregando o troféu ao Chelsea, campeão do torneio. A cena se repetiu neste ano, com a Espanha recebeu o troféu do torneio de seleções das mãos do chefe de estado dos EUA.

CONTADOR - BONUS

Trump também usou seu poder de influência para interferir dentro das quatro linhas. Em uma das maiores polêmicas da Copa, o presidente norte-americano admitiu que pediu à Fifa cancelar a suspensão automática do atacante Falorin Balogun após o jogador dos EUA ser expulso por Raphael Claus na segunda fase do Mundial. A Casa Branca montou um dossiê com acusações sem evidências contra o árbitro brasileiro, que foi classificado por Trump como "suspeito".

Outras polêmicas na Copa envolveram vistos negados a torcedores de diferentes países, especialmente da África; o veto ao árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA para trabalhar no torneio; e o tratamento à seleção do Irã, que foi impedida de permanecer em solo americano após seus compromissos no torneio.

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