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Trump eleva tom sobre Cuba e fala em 'tomar' o país

Declarações ocorrem em meio a negociações entre os países e crise energética que afeta a ilha

Vitória News 17/03/2026 09:30
Trump eleva tom sobre Cuba e fala em 'tomar' o país
Foto: Casa Branca/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um tom mais duro ao falar sobre Cuba e afirmou que pode agir livremente em relação ao país. Em declarações a jornalistas, disse que vê como uma “honra” assumir o controle da ilha de alguma forma.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

“Acredito que terei a honra de tomar Cuba. Essa é uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma”, afirmou.

Em outro momento, reforçou a ideia de que não haveria limites para sua atuação:
“Quero dizer, se eu a libero, se eu a tomo. Acho que posso fazer o que quiser com ela. Vocês querem saber a verdade”.

As falas surgem enquanto Estados Unidos e Cuba mantêm contatos diplomáticos para tentar reduzir tensões históricas. Mesmo com esse diálogo em andamento, o cenário segue marcado por divergências profundas.

No campo político, a condução do governo cubano aparece como um dos pontos de atrito. Informações de bastidores indicam que mudanças na liderança do país estariam entre os temas discutidos nas conversas, embora sem confirmação oficial sobre medidas concretas.

Cuba, por sua vez, mantém posição tradicional de rejeição a qualquer tipo de interferência externa, defendendo a soberania nacional como condição para qualquer negociação.

SESC PICASSO

O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia sinalizado que espera que eventuais avanços nas relações ocorram com base em respeito mútuo. Em declaração recente, afirmou que o diálogo deve acontecer “sob princípios de igualdade e respeito pelos sistemas políticos de ambos os países, soberania e autodeterminação”.

O contexto das declarações também inclui o agravamento da crise interna cubana. A redução no fornecimento de petróleo, associada a restrições externas, tem provocado racionamento de energia e impacto direto na economia.

Na segunda-feira, o sistema elétrico do país chegou a entrar em colapso, deixando milhões de pessoas sem energia.

CONTADOR - BONUS

Um dia antes, ao falar com jornalistas durante voo oficial, Trump indicou que outras prioridades internacionais ainda estão à frente na agenda do governo norte-americano:
“Estamos conversando com Cuba, mas vamos resolver o Irã antes de Cuba”.

Apesar do histórico de tensão entre os dois países, os Estados Unidos mantêm, há décadas, o compromisso de não realizar intervenção militar direta na ilha, entendimento firmado após a crise dos mísseis de 1962.

Até agora, não há detalhamento oficial sobre quais medidas poderiam ser adotadas por Washington em relação a Cuba.

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