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Trump diz que vai assinar ordem para acabar com votos pelo correio e urnas

FolhaPress 18/08/2025 12:32

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18) que vai liderar um movimento para acabar com a votação por meio do correio e das urnas eletrônicas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Sem apresentar provas, Trump afirmou que essas modalidades são 'imprecisas'. O republicano escreveu que assinará uma ordem executiva para acabar com a votação pelo correio e pelas urnas eletrônicas, permitidas em solo americano, por considerá-las "controversas". "O papel com marca d'água é mais preciso, sofisticado, mais rápido e não deixa dúvidas, ao final da noite, sobre quem venceu e quem perdeu a eleição", afirmou na Truth Social, sua própria rede social.

Eleição de 2026 na mira. No próximo ano, os Estados Unidos têm eleições parlamentares de meio de mandato que vão definir a proporção de republicanos e democratas no Congresso. Na publicação, Trump voltou a dizer que o partido da oposição se beneficia da cédula pelo correio. "As eleições nunca poderão ser honestas com votação pelo correio e todos sabem disso, especialmente os democratas."

SESC PICASSO

Voto pelo correio é amplamente usado no país. Como as eleições americanas acontecem em dias úteis, e não aos finais de semana, como por exemplo no Brasil, muitas pessoas votam antecipadamente.

Críticas a essas modalidades de votos são antigas. Desde 2020, durante a corrida presidencial que disputou com Joe Biden e perdeu, Trump ataca os votos pelo correio, sob a justificativa de que supostamente ocorrem fraudes por esse sistema. Apesar das críticas, ele nunca apresentou provas que comprovem tal teoria.

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Presidente já elogiou sistema eleitoral brasileiro. Em março, quando assinou um decreto que exige comprovação de cidadania para que os eleitores se registrem, Trump elogiou o meio brasileiro de votação. "A Índia e o Brasil, por exemplo, estão vinculando a identificação do eleitor a um banco de dados biométrico, enquanto os Estados Unidos dependem amplamente da autodeclaração para a cidadania", diz o documento.

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