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Trump aparece à frente de Biden pela 1ª vez em pesquisa nacional

FolhaPress 09/12/2023 13:16

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - Donald Trump ultrapassou pela primeira vez Joe Biden em uma pesquisa de intenção de voto para as eleições de 2024.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Levantamento feito pelo Wall Street Journal divulgado neste sábado (9) mostra o republicano com 37% das intenções de voto, seis pontos à frente do democrata, com 31%. Atrás vêm os pré-candidatos Robert F. Kennedy Jr. (8%), Joe Manchin (3%), Cornel West (3%), Jill Stein (2%) e Lars Mapstead (1%). Indecisos são 14%.

A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Limitando as opções apenas a Trump e Biden, o ex-presidente aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o atual ocupante da Casa Branca tem 43%. A diferença, no entanto, está dentro da margem de erro.

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O cenário reforça a preocupação de democratas com uma terceira via. Hillary Clinton, que perdeu a eleição para Trump em 2016, é uma das representantes mais vocais dessa corrente --ela atribui a Jill Stein, candidata do Partido Verde, parte da responsabilidade por sua derrota.

Nenhuma dessas opções alternativas a Biden e Trump tem chance de vencer, mas podem tirar votos essenciais dos candidatos em uma disputa que se desenha como apertada. A pesquisa divulgada neste sábado aponta que, até o momento, quem mais sofre com isso é o democrata.

Desde meados do ano, o presidente tornou sua política econômica, chamada de "Bidenomics", seu carro-chefe de campanha. Apesar da repetição do mantra da melhora da economia discurso após discurso nos últimos meses, mais da metade dos eleitores têm uma visão negativa do programa, segundo o Wall Street Journal.

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Apenas 23% dos eleitores afirmam que as políticas do democrata os ajudaram pessoalmente, em contraste com 49% que dizem o mesmo sobre Trump.

A pesquisa mostra ainda que o eleitorado considera o ex-presidente melhor que Biden em questões ligadas a economia, inflação, crime, fronteiras e a guerra Israel-Hamas. Apenas nos temas de aborto e "tom político" o democrata supera Trump.

O levantamento também indica que Biden vem perdendo apoio dos que ajudaram a elegê-lo em 2020. De acordo com o jornal, 13% dos eleitores do democrata na última eleição não pretendem votar nele novamente. Já no caso do republicano, apenas 6% abandonaram o empresário.

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No recorte por grupos de eleitores, a pesquisa mostra o atual presidente especialmente fraco entre eleitores jovens, negros e hispânicos --que historicamente tendem a eleger democratas. Na visão dos responsáveis pela pesquisa, eles estão insatisfeitos com Biden, mas ainda podem ser convencidos a votar no presidente no ano que vem.

Outra esperança para o democrata, em meio a uma onda de más notícias, é que aumentou de 20% para 26% o percentual de eleitores que afirmam que a inflação está se movendo na direção certa. Junto com sua idade, a alta de preços é uma pedra no sapato de Biden.

Uma ressalva para a interpretação da pesquisa é seu timing. A pouco menos de um ano do pleito, analistas recomendam ver os resultados com ceticismo. Muitos eleitores ainda estão pouco engajados na disputa e, conforme o tema dominar o debate público ao longo do ano, os sentimentos podem mudar.

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