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Trinta anos do Tetra: quantos pênaltis da final teriam de voltar se valessem as regras de hoje?

FolhaPress 18/07/2024 18:19

MACEIÓ, AL (FOLHAPRESS) - Nos 30 anos que separam o dia do tetracampeonato do Brasil até hoje, o futebol passou por uma série de mudanças, e as regras do pênalti -ápice daquela decisão- estão entre os pontos que mais sofreram alterações.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em 1994, quatro jogadores desperdiçaram suas batidas. Mas quantas dessas cobranças teriam de ser feitas novamente se já valessem as regras atuais?

Segundo o ex-árbitro capixaba Wallace Valente, somente uma --e justamente a que deu vantagem ao Brasil. Valente afirma que, pela regra atual, se o goleiro se adianta antes da cobrança, mas não interfere no chute nem defende a bola, a tentativa não é repetida.

"A primeira cobrança [do Baresi] não é para voltar, porque Taffarel deu uma adiantada, mas a bola foi para fora, somente se ele tivesse defendido com essa adiantada dele, é que deveria voltar. Na cobrança dois [de Márcio Santos], o Pagliuca defendeu, mas foi correta a ação dele porque ele estava com um dos pés ainda sobre a linha, e a regra diz que ele tem que ele pode estar com um pé fora da linha de gol desde que ele tenha com o outro com um pé na linha."

SESC PICASSO

Segundo Valente, o problema é justamente na batida que Taffarel pegou. "A terceira cobrança [Albertini], o Taffarel também adiantou, mas a bola entrou no gol, então é gol normal. Na sequência, a cobrança de Romário também foi gol. Na próxima cobrança [Evani], o Taffarel também adiantou, mas a bola entrou. A do Branco também foi gol. A única que é para voltar é essa cobrança do Massaro, que é a sétima cobrança. O Taffarel adiantou antes da cobrança e defendeu o chute. Depois, na cobrança do Dunga, o Pagliuca adiantou, mas a bola entrou normal. A do Baggio, que sela tudo, o Taffarel adianta, mas a bola foi para fora", explicou.

De acordo com o preparador de goleiros Daniel Pavan, ex-Internacional e que trabalhou com Alisson Becker, da seleção, a posição foi a que mais evoluiu no jogo de futebol nos últimos anos.

"No futebol atual possuímos inúmeras ferramentas e plataformas de estudo e análise dos batedores, o que aumentou significativamente o número de cobranças defendidas pelos goleiros. Além de informações do lado preferencial dos cobradores, estudamos o momento do jogo, o quão decisiva é aquela cobrança, e todos aspectos emocionais que fazem o jogador escolher por aquele lado da cobrança penal. Sem dúvida nenhuma, existia muito treinamento, como hoje em dia, e também muita qualidade, tanto dos goleiros como dos profissionais que trabalhavam ao seu lado, mas com certeza eram situações menos estudadas, menos monitoradas e existia um lado empírico e intuitivo muito maior se comparado com hoje em dia", afirmou.

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