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Tribunal de Israel se recusa a adiar julgamento por corrupção de Netanyahu

FolhaPress 27/06/2025 19:12

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um tribunal de Israel rejeitou nesta sexta (27) o pedido do premiê Binyamin Netanyahu para adiar por duas semanas suas audiências em um processo por corrupção. A solicitação foi apresentada por seus advogados após o confronto com o Irã e a continuidade da guerra na Faixa de Gaza, além de um apelo público do ex-presidente americano Donald Trump, que defendeu a anulação completa do julgamento.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Na petição apresentada na véspera, o advogado de Netanyahu, Amid Hadad, argumentou que os "acontecimentos na região e no mundo" exigem a atenção integral de Netanyahu. "O primeiro-ministro é obrigado a dedicar todo o seu tempo e energia para a gestão de assuntos nacionais, diplomáticos e de segurança de extrema importância", escreveu ele.

O Tribunal Distrital de Jerusalém, no entanto, considerou que o pedido "não apresenta, em sua forma atual, uma base ou justificativa detalhada para o adiamento das audiências". A decisão foi publicada online e mantém o calendário de retomada das sessões previsto para a próxima semana.

Diante da recusa, o advogado Hadad apresentou uma nova petição, também solicitando o cancelamento das próximas audiências. Desta vez, anexou a agenda oficial do premiê como forma de demonstrar que ele está envolvido em temas descritos como cruciais para o país e, portanto, deveria estar dispensado de comparecer ao tribunal no momento.

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A pressão por uma suspensão ou anulação do processo ganhou força entre aliados de Netanyahu, especialmente após Trump se pronunciar sobre o caso. Na quarta (26), o presidente dos EUA descreveu o julgamento como uma "caça às bruxas" e pediu que fosse "cancelado imediatamente". Caso isso não aconteça, o republicano sugeriu que Netanyahu receba perdão por ser, segundo ele, "um grande herói". A declaração ocorreu no dia seguinte ao cessar-fogo anunciado entre Israel e Irã.

O julgamento de Netanyahu começou em maio de 2020 e tem sido adiado sucessivas vezes desde então. Em um dos processos, ele e sua esposa, Sara Netanyahu, são acusados de ter recebido presentes de luxo, incluindo charutos, joias e champanhe, avaliados em mais de US$ 260 mil (cerca de R$ 1,4 milhão) de empresários bilionários em troca de favores políticos. O primeiro-ministro nega todas as acusações.

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Nos outros dois casos, Netanyahu responde por supostas tentativas de obter cobertura jornalística mais favorável em dois veículos de imprensa israelenses, em troca de benefícios regulatórios ou políticos.

O premiê obteve uma vitória política importante no último dia 12, quando deputados do país rejeitaram na uma proposta preliminar apresentada pela oposição para dissolver o Knesset, como o Parlamento israelense é conhecido.

Com o resultado, os deputados agora terão de esperar pelo menos seis meses para apresentar iniciativa semelhante. As próximas eleições legislativas em Israel estão marcadas para outubro de 2026.

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