Tarcísio deve emplacar na Alesp policial que foi seu assessor no Governo de SP

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O agente federal Danilo Campetti (Republicanos), aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), deverá finalmente assumir uma cadeira na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

O governador tem articulado desde o começo do ano para que o policial, que foi seu assessor e atuou no episódio em que um tiroteio em Paraisópolis interrompeu a agenda de sua candidatura em São Paulo em 2022, assuma uma cadeira de deputado estadual.

O agente é suplente de deputado estadual, e a expectativa é a de que ele consiga assumir a vaga até o início da próxima semana, após a ida de um deputado titular para a gestão de Ricardo Nunes (MDB) na Prefeitura de São Paulo.

Essa articulação se daria por meio da ida do deputado estadual Rui Alves (Republicanos) para a Secretaria de Turismo da Prefeitura de São Paulo. Atualmente, Rodolfo Marinho está no cargo.

A coluna Painel, da Folha de S.Paulo, já havia informado sobre articulação. No entanto, Alves interrompeu a transferência ao ser informado de que não poderia fazer nomeações na pasta que assumiria.

Agora, o assunto voltou a avançar, e a expectativa é que ele assuma até terça-feira (25).

Em janeiro, também em arranjo entre prefeito e governador, o deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos) foi convidado a ocupar a Secretaria de Urbanismo e Licenciamento. Após um mês de tratativas, o parlamentar recusou o chamado, frustrando assim Tarcísio.

Abduch disse a colegas, na ocasião, que a mudança dificultaria sua tentativa de ser vice do emedebista na eleição de 2024 –objetivo hoje considerado distante de ser concretizado pelos envolvidos.

No começo do ano, Tarcísio nomeou Campetti para o cargo de assessor técnico de gabinete na Secretaria de Segurança Pública.

Em junho, no entanto, o Ministério da Justiça retirou o agente do posto que ocupava e o transferiu para São José dos Campos (SP) sob o argumento de que o efetivo da PF no local estava baixo. Com isso, ele teve que sair do governo estadual.

Campetti foi alvo de processo da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, que pediu que Tarcísio fosse multado sob acusação de que o policial federal atuou em sua campanha eleitoral, o que é proibido.

O agente acompanhava o então candidato e integrava sua equipe de segurança no dia 17 de outubro, quando um tiroteio em Paraisópolis interrompeu a campanha de Tarcísio. O caso foi arquivado no ano passado.

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