sábado, 13 agosto, 2022
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Amazônia bate recorde de devastação pelo 3º ano consecutivo

/WWF

A Amazônia teve 2.867 km2 devastados nos cinco primeiros meses de 2022, de acordo com o  sistema DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O valor é o maior já registrado para esse período desde o início da série histórica em 2016. É o terceiro ano consecutivo com recordes de desmatamento no período. O aumento em comparação a 2021 foi de 12,7%.

Só no mês de maio foram desmatados 900 km2 em 2002 – o segundo maior valor para o mês desde 2016, superado apenas pela devastação registrada em maio de 2021: 1.390 km2.

Os estados com mais desmatamento em maio de 2022 foram o Amazonas, com 298 km2 e o Pará, com 272 km2. Os municípios com maior área devastada em maio deste ano são Apuí (AM), Porto Velho (RO), Altamira (PA), Itaituba (PA) e Lábrea (AM). As Unidades de Conservação com maior desmatamento em maio estão no Pará: Área de Proteção Ambiental do Tapajós, Floresta Nacional do Jamanxim e Estação Ecológica Terra do Meio.

No Cerrado, foram desmatados 726 km2 em maio, uma redução de 19% em comparação a maio do ano passado, segundo o DETER. Em maio, a maior devastação no bioma ocorreu mais uma vez nos estados do MATOPIBA: o Maranhão (192 km2), Piauí (165 km2), Tocantins (144 km2) e Bahia (99 km2).

Entretanto, no acumulado do ano, entre janeiro e maio, já foram desmatados 2.613 km2 no Cerrado. O valor representa um aumento de 28,5% em comparação aos primeiros cinco meses de 2021. É o segundo maior valor registrado desde o início da série histórica em 2018, mas está no mesmo patamar do recorde de 2019, quando foram devastados 2.632 km2.

“Os recordes de desmatamento representam a falta de políticas ambientais, bem como o desmonte daquelas que eram efetivas. Não é aceitável que a Amazônia continue como terra sem lei. Precisamos urgentemente retomar iniciativas de conservação e desenvolvimento sustentável na região e evitar projetos de lei prejudiciais ao meio ambiente que estão em tramitação no Congresso Nacional”, afirma Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil.

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