quarta-feira, 18 maio, 2022
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Brasil deve ter estratégia de desenvolvimento econômico com sustentabilidade ambiental

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, avalia que o Brasil deve aproveitar o simbolismo dos 200 anos da Independência e concentrar esforços em torno das estratégias necessárias para o país superar a crise atual e construir um ciclo duradouro de crescimento com sustentabilidade ambiental. O Brasil, diz, tem todas as condições de liderar o mundo em energia limpa, mas precisa de uma política industrial de médio e longo prazo para atrair investimentos.

Robson Andrade conduziu o segundo debate da série de diálogos que a CNI está promovendo para celebrar os 200 anos de Independência do Brasil. Esta edição foi feita em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo. 

“Acabamos de passar por uma crise hídrica e temos todas as condições de liderar nas tecnologias verdes, com energia eólica, solar, hidrogênio verde. Mas, sem previsibilidade, não vamos ter investimentos começando agora no setor de energia. Pode-se gostar ou não gostar da sustentabilidade, mas esse tema é obrigatório. Se o Brasil não tiver esse compromisso, as nossas empresas não conseguem competir no mercado mundial, porque a sociedade exige, o mercado exige. E é bom para o Brasil, é bom para o mundo”, explicou o presidente da CNI.

Robson Andrade afirmou que está na hora de o Brasil debater políticas públicas, pois o Brasil não tem planejamento nem para os próximos cinco anos. “Ciência e tecnologia são uma obsessão para o SESI e para o SENAI. Se não educarmos o brasileiro, não será possível transformar a economia, por isso temos um planejamento para os próximos 20 anos. Mas o Brasil deixou de planejar. Não temos uma política industrial de médio e longo prazos. É preciso pensar, programar e trabalhar em uma agenda para que possamos nos desenvolver nos próximos anos. Não conseguiremos fazer isso sem políticas públicas adequadas”, explica.

O presidente da FIESP, Josué Gomes da Silva, afirmou que sua primeira, segunda e terceira prioridades são a educação. No entanto, para ele, o país está desperdiçando a chance de protagonizar a migração para a economia verde no mundo. “É uma pena que o Brasil esteja perdendo a oportunidade de liderar o mundo na descarbonização da economia. O Brasil tem condições de ser líder na economia verde. Não pode ter medo, tem que abraçar essa causa. Podemos exportar muitos produtos com alto valor agregado para reindustrializar a nossa economia”, defendeu.

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