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Sustentabilidade
Restauro das ruínas de Queimados recebe menção honrosa em premiação nacional
Publicado por Redação VitóriaNews
Foto: Everton Nunes/Secom-PMS

As ruínas da Igreja de São José do Queimado, palco do principal movimento contra a escravidão do Espírito Santo e um dos mais importantes de todo o Brasil, foram restauradas em fevereiro deste ano. E o trabalho de restauro nesse importante monumento ganhou uma menção honrosa no Prêmio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

É a primeira vez que o Espírito Santo recebe reconhecimento pelo trabalho de valorização e promoção do Patrimônio Cultural. O projeto foi analisado e reconhecido pela Comissão Nacional de Avaliação, composta por 21 especialistas de renome na área do Patrimônio Cultural, na 33ª edição da premiação Rodrigo Melo Franco de Andrade 2020.

Desde 1987, a premiação, de caráter nacional, reconhece as iniciativas de excelência e ações de preservação do Patrimônio Cultural de todo o Brasil. 

O trabalho de resgate do sítio histórico do Queimado, uma demanda antiga do movimento negro capixaba e de toda a sociedade capixaba, foi realizado pelo Instituto Modus Vivendi, a partir de um acordo de cooperação técnica e financeira assinado entre a Prefeitura da Serra e o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades). 

Por dentro do restauro

O trabalho de restauro começou com o projeto arquitetônico, realizado pela Prefeitura da Serra, há quase 10 anos. As obras, posteriormente entregues ao Instituto Modus Vivendi, começaram com a limpeza e monitoramento arqueológico do monumento. Nessa etapa foram encontrados vestígios de elementos importantes da arquitetura original da igreja, como o arco cruzeiro, a pedra do átrio, o piso antigo e a escada.

A partir daí, sempre seguindo as normas internacionais de restauro, o projeto ganhou novo contorno, tornando o local mais valioso, com a evidência dos marcos históricos. Foi, ainda, reconstruído o arco do cruzeiro e, acrescentados, com aço, um elemento contemporâneo, um frontão, um mezanino e uma escada. Esses, além de embelezar o patrimônio, permitirão observação e movimentação mais amplas pelo local.

O objetivo da obra não foi alterar o patrimônio, mas fazer ajustes na estrutura para garantir a sustentação da igreja, permitindo visitas às ruínas em segurança.

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