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Sustentabilidade
Poluição com pó de minério tem aumento na Grande Vitória
Publicado por Redação VitóriaNews
Foto: VN

A poluição ambiental através de micro partículas de pó preto, proveniente da atividade industrial e do minério de ferro, ao invés de reduzir, teve aumento em plena pandemia do novo coronavírus (Covid-19) na Grande Vitória. O problema é constatado nas residências. A limpeza do pó sobre os móveis e o chão das casas, feita de manhã, mostra-se necessária poucas horas depois, quando o pó preto volta aparecer com intensidade, embora os registros oficiais do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) apresentem tabelas garantindo que está tudo dentro da normalidade.

A intensidade é maior nas Ilhas do Boi e do Frade, além da parte continental de Vitória, o Centro de Vitória, Praia do Canto e até no bairro de Jardim América, em Cariacica, onde curiosamente estão localizadas as sedes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama) e do próprio Iema.

De acordo com o dirigente da associação de defesa do meio ambiente Juntos SOS Espírito Santo Ambiental, Eraylton Moreschi Junior, a situação da poluição ambiental piorou, após a assinatura em 2018 de um Termo de Compromisso Ambiental (TAC) entre o Ministério Público Estadual e as maiores empresas poluidoras.

“Gostaria de saber como é avaliado o alto nível de um pó de cor negra extremamente fino e inalável, que atinge toda a região metropolitana da Grande Vitória e o Iema apontar em seus relatórios que a situação é tranquila e assinalar o resultado como verde e dentro da normalidade”, questionou o dirigente da entidade civil ao próprio Iema.

A ausência de uma fiscalização rígida fez a OMS alertar em seu relatório que cerca de 50 mil pessoas morrem anualmente no Brasil por causa da poluição ambiental. A entidade vinculada à ONU destacou que entre as doenças que levam ao óbito estão  câncer de pulmão, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral.

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS - As hospitalizações por doenças respiratórias representaram cerca de 10% do total de doenças em Vitória, e atingiram principalmente as crianças de zero  a 9 anos, segundo o estudo da pesquisadora da Ufes, Izabella Marchetti Andreon, intitulado “Doenças respiratórias e poluição atmosférica, pós anos 2000, na cidade de Vitória, ES”. “A exposição diária e constante a poluentes pode comprometer o sistema respiratório causando danos que podem levar a óbito”, diz a pesquisadora na página 31 de seu documento.

Segundo Moreschi Junior, após identificar as diferenças entre alguns tipos de particulados, levando em consideração o formato, descobre-se que há as inaláveis e as respiráveis. Em Vitória, a partícula igual ou maior do que 10 “microns” e até 100 “microns” é classificada como inalável, enquanto a letal é a denominada de respirável, menor do que 10 “microns”. O dirigente da entidade local reclama da fiscalização falha e da completa ausência de punição às empresas responsáveis pela emissão das partículas poluidoras.

Em meados de junho deste ano, o órgão fiscalizador estadual chegou a afirmar o contrário da percepção dos moradores da Grande Vitoria e garantiu que o índice de poluição ambiental havia caído. Essa afirmativa foi duramente criticada por Moreschi, até porque a “redução” não foi sentida. O Iema foi procurado para se pronunciar, mas até o fechamento desta edição não respondeu. Assim que emitir um posicionamento, será feita uma atualização no texto.

Morechi Junior disse que o Iema se baseou apenas em duas das 10 estações de monitoramento da qualidade do ar e se referiu às duas onde houve uma queda, enquanto “as outras oito tiveram aumento significativo de poluição”. O estudo divulgado foi realizado na estação de monitoramento da Enseada do Suá, em Vitória, e na estação de Carapina, município da Serra, explicou.

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