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Sustentabilidade
Agricultura de baixo carbono tem viabilidade econômica e ambiental no Maranhão
Publicado por Redação VitóriaNews
Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) é um dos sistemas estimulados pelo plano ABC. Foto: Breno Lobato/Embrapa

Em 2018, o Brasil assumiu, na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), o compromisso de reduzir 37% das emissões de gases do efeito estufa (GEE) até o ano de 2025 e uma redução de 43%  até o ano de 2030, em comparação com o que o País emitiu no ano base para os cálculos, o ano de 2005. Para alcançar essa meta, comprometeu-se em fortalecer o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), o qual contempla a recuperação de pastagens degradadas e a adoção de sistemas integrados de produção como medida mitigatória. A iniciativa também dissemina práticas de agricultura de baixa emissão de carbono e sensibiliza o produtor rural para que invista na sua propriedade para obter retorno econômico ao mesmo tempo que preserva o meio ambiente. 
    
Na Embrapa Cocais, acaba de ser encerrado o projeto “Caracterização e avaliação de indicadores de sustentabilidade de sistemas agropecuários baseados no portfólio de tecnologias do Plano da Agricultura de Baixa Emissão de Carbono no Estado do Maranhão”, mais conhecido por ABC Monitor, realizado de 2016 a 2020, cujo objetivo foi avaliar o desempenho ambiental referente às emissões de gases de efeito estufa e estoques de carbono no solo em 153 fazendas do Maranhão. Foram monitorados sistemas de produção no Cerrado maranhense por meio de Unidades de Referência Tecnológicas – URTs para indicar tecnologias a serem implantadas para sequestro de carbono e consequente diminuição das emissões dos Gases de Efeito Estufa - GEE. Entre elas, as referentes à recuperação de pastagens degradadas, sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e de Sistemas Agroflorestais (SAFs), Sistema Plantio Direto (SPD), Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), Florestas Plantadas (FP) e Tratamento de Dejetos Animais (TDA). O estudo foi feito em parceria com a Embrapa Cerrados, Embrapa Agrobiologia, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Informática Agropecuária, Universidade Estadual do Maranhão – UEMA, Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão – AGERP e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar.

Foi comprovado, segundo o pesquisador da Embrapa Cocais Antonio Carlos Freitas, que, no período de capitalização do Projeto ABC Cerrado, as fazendas melhoraram a qualidade do efetivo bovino e do manejo de pastagens: houve a diminuição de 9.757 animais e aumento de 6.804 hectares de pastagens em boas condições, por meio da substituição de pastagens nativas e recuperação de pastagens degradadas. Como resultado da adoção dessas recomendações do Projeto ABC Cerrado, essas fazendas capitaram -458.906 tCO2e numa área de abrangência de 112.699 hectares. “Com os devidos cálculos, constatou-se que a recuperação de pastagens degradadas no bioma Cerrado do Maranhão tem o potencial de mitigar 5,5 milhões de toneladas de Carbono equivalente (MtCO2) ao custo de R$ 1.333,00/ha. Assim, concluímos que a aplicação de tecnologias mitigadoras de GEEs tem viabilidade econômica e ambiental e que estas permitem o sequestro de carbono da atmosfera”, resume o pesquisador. 

De acordo com o Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Cocais, João Batista Zonta, Projetos com foco na Agricultura de Baixo Carbono vem sendo desenvolvidos na Embrapa há muitos anos. O projeto ABC Monitor foi o primeiro liderado pela Embrapa Cocais. "Temos outras iniciativas em andamento, como por exemplo Unidades de Referência Tecnológica da Rede ILPF, nas quais apresentamos tecnologias para os produtores e técnicos de ATER. Esperamos trazer para o Maranhão ações vinculadas ao Programa da Embrapa Carne Carbono Neutro, que visa atestar a carne bovina produzida em sistemas de integração do tipo silvipastoril (pecuária-floresta) ou agrossilvipastoril (lavoura-pecuária-floresta) por meio de uso de protocolos específicos que possibilitam o processo de certificação. A agricultura de baixo carbono é um tema que não sairá da agenda da Unidade”.

 

Por Flávia Bessa (MTb 4469/DF)
Embrapa Cocais

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