‘Sorte a deles que não pediram o tinto’, diz especialista sobre jovens que cometeram gafe com vinho caro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A colunista de vinhos da Folha de S.Paulo, Isabelle Moreira Lima, ficou com pena do grupo de amigos de Salvador que confundiu um vinho de R$ 165 com um Pera Manca de R$ 1.650.

“Sorte a deles que não pediram o tinto, que é bem mais caro”, disse Isabelle à reportagem. A safra 2018, que será lançada em outubro na feira alemã ProWein, deve atingir o preço de R$ 5.700, segundo a colunista. A previsão do valor é do importador que vende o produto no Brasil.

O Pera Manca, um dos mais tradicionais vinhos portugueses, é produzido pela vinícola Fundação Eugênio de Almeida, na região de Évora.

Segundo o site da vinícola, o nome deriva da toponímica “pedra manca” ou “pedra oscilante”, uma formação granítica de blocos arredondados que ficam desequilibrados sobre a rocha firme.

A história do Pera Manca, vinho favorito de socialites como os irmãos Fátima e Chiquinho Scarpa, remonta ao século 15. Os frades do Convento do Espinheiro, em Évora, foram os donos dos primeiros vinhedos. Reza a lenda que até Pedro Álvares Cabral trouxe alguns tonéis do Pera Manca nas caravelas quando chegou ao Brasil.

Em 1517, os frades foram obrigados a arrendar os vinhedos a uma família da nobreza. No século 19, a propriedade passou às mãos da Casa Soares, pertencente ao conselheiro José António d’Oliveira Soares, que o transformou num vinho sofisticado.

Em entrevista ao “Mais Você” na terça-feira (9), Thalyta Figueiredo, a jovem que tomou um susto com o preço do vinho, contou que está se divertindo com a situação. Ela e seus amigos ainda ganharam um jantar de cortesia do restaurante Mistura, onde aconteceu a gafe.

“O restaurante entrou em contato comigo chamando a gente para jantar por conta deles. A gente ficou muito feliz com esse desfecho. Está sendo engraçado viver essa situação, a gente nunca imaginou”, contou Thalyta.

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