Sobe para 83 o número de mortos por fortes chuvas no RS

Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Rio Grande do Sul chegou, na manha desta segunda-feira (6), à marca de 83 mortes em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região ao longo da última semana.

O número de mortos pode aumentar ainda mais nos próximos dias, pois há um total de 111 desaparecidos, além de 276 feridos. De acordo com a Defesa Civil, há 19.368 desabrigados, instalados em alojamentos cedidos pelo poder público, e 121.957 desalojados.

Do total de 497 municípios do estado gaúcho, 345 foram afetados pelas fortes chuvas da região.

Em meio à pior tragédia climática já vista no estado, com todos os serviços básicos afetados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que vai destravar obstáculos da burocracia para garantir o socorro às vítimas e prometeu ações de longo prazo.

Em viagem ao Rio Grande do Sul pela segunda vez em uma semana, o presidente Lula prometeu neste domingo, após sobrevoo de áreas afetadas, a criação de um “plano de prevenção de acidente climático”.

“É preciso que a gente pare de correr atrás da desgraça. É preciso que a gente veja com antecedência o que pode acontecer de desgraça”, afirmou o presidente. O plano de prevenção, segundo Lula, deverá ser desenvolvido ministra Marina Silva (Meio Ambiente).

SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS

83 mortes 111 desaparecidos 276 feridos 850.422 pessoas afetadas 19.368 desabrigados (quem teve a casa destruída e precisa de abrigo do poder público) 121.957 desalojados (quem teve que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa necessariamente de um abrigo público -pode ter ido para casa de parentes, por exemplo) As aulas foram suspensas nas 2.338 escolas da rede estadual e quase 200 mil alunos foram impactados. Um total de 278 escolas tiveram sua estrutura danificada pela chuva.

A previsão é que, nesta semana, a temperatura caia no Rio Grande do Sul nesta semana. A partir de quarta-feira, a expectativa é da chegada de uma frente fria na região. Em algumas regiões do estado os termômetro podem marcar mínimas de 10°C, o que pode causar ou agravar a hipotermia das pessoas que ainda não conseguiram ser resgatadas e estão em locais sem acesso a abrigo e alimentos.

As chuvas que devastaram cidades do Rio Grande do Sul também chegaram a Santa Catarina e ao Paraná, causando outras três mortes.

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