O São Paulo encontrou uma alternativa com sua patrocinadora máster, a Superbet, para manter a parceria após a proibição das bets. A empresa estampará a Superscore, plataforma de estatísticas que faz parte do mesmo grupo, no jogo desta quarta-feira, 7, diante do Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro. Mesmo com a MP que veda a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas, o serviço não atua nesse segmento e está autorizado a funcionar no País.
Segundo apurado pelo Estadão, as partes chegaram a um acordo para a divulgação pontual da Superscore, que pertence ao mesmo grupo econômico da Superbet, mas não é considerada uma casa de apostas pelo governo federal.
Até o momento, a mudança não altera os valores nem as demais condições previstas no contrato entre São Paulo e Superbet. A solução encontrada pelo clube permite, neste primeiro momento, manter a exposição da patrocinadora por meio de uma marca que não está submetida às restrições impostas às casas de apostas.
A tendência é que a Superscore também apareça no uniforme no confronto com o Vitória, marcado para sábado, 10. São Paulo e Superbet seguem em contato para avaliar os próximos passos da parceria diante das novas regras para o mercado de apostas no Brasil.
A tendência é que a Superscore também apareça no uniforme no confronto com o Vitória, marcado para sábado, 10. São Paulo e Superbet seguem em contato para avaliar os próximos passos da parceria diante das novas regras para o mercado de apostas no Brasil.
O vínculo entre São Paulo e Superbet é um dos mais longos do futebol brasileiro. Renovado em 2025, o contrato é válido até o fim de 2030 e prevê R$ 678 milhões em valores fixos ao longo das seis temporadas. Com os bônus previstos por desempenho, o montante pode chegar a R$ 1 bilhão.
MP FOI ASSINADA PELO PRESIDENTE LULA EM SETEMBRO
Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, a MP nº 1.394 proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no País.
O texto estabeleceu um período de transição para o encerramento das operações e a retirada de materiais publicitários e de patrocínio. Desde esta terça-feira, 6, os sites e aplicativos das plataformas devem ficar indisponíveis, assim como as publicidades vinculadas às empresas.
A medida provisória ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para se tornar definitiva. O prazo para votação é de 120 dias.