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Sabalenka leva pneu de Schneider, se despede nas quartas e continua sem título em Roland Garros

Estadão Conteúdo 03/06/2026 11:53

Os dias festivos em Roland Garros, com muita interatividade com o público e direito a dancinhas (arriscou um moonwalk, do Michael Jackson, nas oitavas) chegou ao fim para Aryna Sabalenka nesta quarta-feira. A líder do ranking foi eliminada nas quartas de final com virada e pneu no set decisivo diante da russa Diana Schneider e continua sem títulos no Grand Slam parisiense.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Líder disparada do ranking, a tenista belarussa vinha empolgada em Roland Garros e era disparada a favorita após as quedas precoces da atual vencedora, a norte-americana Coco Gauff, a segundo do mundo, Elena Rybakina, e a terceira, a polonesa Iga Swiatek.

E começou em alta diante de Schneider, vencendo o primeiro set por tranquilos 6 a 3. O 'massacre' continuou no começo do segundo set, quando Sabalenka abriu 4 a 1, com duas quebras, e parecia com a vitória nas mãos. A partir dali, porém, apenas uma tenista jogou, e não foi a favorita.

Schneider, de somente 22 anos e pela primeira vez nas quartas de Grand Slam, começou a acertar tudo e impediu que Sabalenka avançasse pela sétima vez seguida à semifinal de um Major. A russa assombrou na Philippe-Chatrier ao virar a parcial para 7 a 5.

SESC PICASSO

Até então soberana, Sabalenka perdeu o controle emocional e técnico e acumulou erros - foram 57 na partida. Por consequência deste desequilíbrio, acabou arrasada no momento decisivo com um vexatório 6 a 0. Por vezes, a belarussa apareceu discutindo com seus treinadores.

"Honestamente, estou sem palavras, estou superfeliz. Obviamente, hoje as condições estavam um pouco difíceis com o vento. Primeira vez jogando contra Aryna, super nervosa, jogando as quartas de final pela primeira vez...", foram as primeiras palavras da vencedora.

CONTADOR - BONUS

"No primeiro set, estava apenas tentando me ajustar ao jogo dela. Depois às condições e ao vento, tentando descobrir como jogar, sem pensar no placar", seguiu. "Eu pensei, tudo bem, são condições difíceis. Ela é a número 1 do mundo. Então, vou apenas tentar dar o meu melhor até o fim e ver no que dá. Eu lutei por cada ponto, tentei correr por cada bola e colocá-la um pouco mais dentro da quadra. Definitivamente, é uma vitória superespecial."

Foi somente a segunda vitória de Schneider diante de uma Top-10 em 16 compromissos. Atrás somente da compatriota Mirra Andreeva, de 19 anos, ela é a segunda tenista mais jovem a chegar em uma semifinal de Grand Slam. Por vaga na final, ela desafiará a polonesa Maja Chwalinska, vinda do qualificatório.

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