Quarta-feira, 16 de Setembro de 2026 | 08h51m
Vitória News — Um jornal de verdade
Exterior

Rússia faz mega-ataque contra Kiev, e Ucrânia atinge porto russo

FolhaPress 14/11/2025 09:03

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A guerra aérea entre Rússia e Ucrânia voltou a ter uma noite bastante violenta nesta sexta-feira (14), enquanto as forças de Vladimir Putin seguem avançando sobre as defesas de Volodimir Zelenski no país invadido por Moscou em 2022.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Ao menos quatro pessoas morreram na capital ucraniana, Kiev, durante um mega-ataque que durou quase três horas durante a madrugada. Segundo Zelenski, foram lançados 430 drones e 19 mísseis, a maior parte contra a cidade.

Todos os distritos de Kiev foram atingidos, e incêndios eram combatidos já com o sol a pino. A Força Aérea local disse ter abatido 405 drones e 14 mísseis, incluindo 2 hipersônicos Kinjal. A Rússia empregou também um modelo hipersônico Tsirkon, raramente usado, que não foi interceptado segundo os ucranianos.

Outras áreas do país também foram atingidas, mas o foco foi Kiev. Segundo o Ministério da Defesa russo, o ataque foi uma retaliação por ações contra refinarias e infraestrutura energética executadas pela Ucrânia nos últimos dias.

SESC PICASSO

O foco do conflito vinha sendo mais em solo, com o avanço russo sobre áreas no leste e no sul do vizinho. A pressão sobre o centro logístico de Pokrovsk continua, com tropas de Putin em boa parte da cidade —cuja eventual queda pode dificultar a defesa dos 20% remanescentes da província de Donetsk em mãos de Zelenski.

Nesta sexta, o ministério anunciou a tomada de mais dois vilarejos na região. A pressão também continua em Zaporíjia, ao sul, onde a resistência ucraniana tem sido vencida pela pressão russa e pela transferência de reforços de lá para Pokrovsk.

O governo de Kiev, por sua vez, acentuou o combate assimétrico, lançando segundo Zelenski novos mísseis de cruzeiro de fabricação local, o Netuno Longo, contra alvos na Rússia.

CONTADOR - BONUS

Mas foi um ataque atribuído a drones que causou o maior estrago da noite na terra de Putin, com múltiplas explosões no porto de Novorossisk, no sul russo. O terminal já sofre com a queda no volume embarcado de petróleo e grãos, e segundo a mídia local todo o trabalho foi paralisado para reparos nesta sexta.

A escalada sem freios no conflito ocorre no momento em que o governo de Donald Trump deixou de insistir na negociação direta com Putin e passou a esperar os efeitos de novas sanções aplicadas às duas maiores petroleiras russas, a Rosneft e a Lukoil.

A última vive uma situação complexa, pois tem US$ 22 bilhões de ativos no exterior, de postos de gasolina na Finlândia e refinaria na Bulgária a campos de petróleo e gás em diversos países. Compradores correm para fazer ofertas, mas o eventual ganho da Lukoil pode ser congelado pelas sanções.

Anuncio - Raimundo - Bonus

No Egito, Cazaquistão e Moldova, os governos locais ensaiam a nacionalização dos ativos russos. Apesar disso, nada sugere ainda que Putin irá reduzir a intensidade de sua campanha contra a Ucrânia.

Zelenski também vive um momento político complexo, tentando abafar o escândalo de desvio do equivalente a R$ 527 milhões do setor de energia do país, justamente um dos mais afetados pelos ataques russos.

O presidente afastou o atual ministro da Justiça, German Galuschenko, que era o titular da pasta da Energia. A crise gerou admoestação de apoiadores europeus de Kiev, como a Alemanha, cujo premiê Friedrich Merz ligou para Zelenski pedindo rigor nas apurações.

A Comissão Europeia chamou o episódio de lamentável, e a França anunciou uma visita de Zelenski a Paris na segunda (17) para tentar sinalizar apoio continuado aos ucranianos.

Compartilhe esta notícia

Notícias Relacionadas