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Rússia entrega mais 1.245 corpos à Ucrânia em última parte de acordo que devolveu a Kiev mais de 6.000 mortos

FolhaPress 16/06/2025 10:52

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Ucrânia disse ter recebido nesta segunda-feira (16) 1.245 corpos de pessoas mortas na guerra contra a Rússia, última parte da repatriação de restos mortais acordada nas negociações entre as duas partes em Istambul, no mês passado. Ao todo, mais de 6.000 corpos teriam sido devolvidos.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Retornaram à Ucrânia mais 1.245 cadáveres que, segundo a parte russa, são cidadãos ucranianos, incluindo pessoal militar", escreveu no Telegram a agência governamental de Kiev que coordena a entrega de prisioneiros de guerra mortos. Em troca, a Rússia teria recebido os restos mortais de 78 de seus próprios cidadãos.

Esta é uma das maiores operações de devolução de corpos desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, há mais de três anos. Ao todo, autoridades ucranianas disseram que receberam 6.057 corpos, enquanto a Rússia afirma ter devolvido os corpos de 6.060 pessoas. Não houve explicação imediata sobre a discrepância nos números.

SESC PICASSO

Tanto a Ucrânia quanto a Rússia disseram que o processo de troca de prisioneiros de guerra ainda está em andamento, e o Ministério da Defesa de Moscou afirma estar pronto para entregar mais 2.239 corpos à nação vizinha.

"Não paramos. Pela frente está a próxima etapa: continuamos a luta para trazer de volta nossos prisioneiros de guerra", disse o ministro da Defesa ucraniano, Rustem Umerov, em uma publicação em seu perfil no Facebook.

O acordo sobre a troca de prisioneiros de guerra foi o único resultado concreto das negociações entre Kiev e Moscou na Turquia. Ambos os lados permanecem muito distantes em relação a como encerrar a guerra, e também não conseguiram concordar com um cessar-fogo.

Dezenas de milhares de soldados morreram em ambos os lados desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, segundo observadores independentes e agências de inteligência ocidentais. No entanto, nenhuma das partes publica cifras regulares ou confiáveis sobre o número de suas próprias baixas e, ao mesmo tempo, anuncia números de perdas da outra parte que são considerados inexatos.

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