quarta-feira, 18 maio, 2022
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Dramas são maioria entre os 16 filmes brasileiros inscritos para o Oscar

GUILHERME GENESTRETI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Dramas são maioria entre os 16 filmes nacionais inscritos para disputar a vaga brasileira no próximo Oscar.

Filmes do gênero totalizam 12 dos inscritos, incluindo “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, e “Nise”, de Roberto Berliner. Também há duas comédias -“Uma Loucura de Mulher”, de Marcus Ligocki Júnior, e “O Roubo da Taça”, de Caíto Ortiz- e dois documentários: “O Começo da Vida”, de Estela Renner, e “Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil”, de Belisário França.

A lista completa foi divulgada na tarde desta segunda (5) pelo Ministério da Cultura. No próximo dia 12, uma comissão formada por nove integrantes será responsável por escolher o filme que representará o Brasil na premiação da Academia.

“A gente confia plenamente na isenção e na capacidade da comissão avaliadora”, declarou o ministro da Cultura, Marcelo Calero, a respeito da comissão.

O ministro se refere à polêmica em torno da composição do comitê. No início de agosto, a coluna “Sem Legenda”, da Folha de S.Paulo, noticiou a controvérsia em torno da nomeação do crítico Marcos Petrucelli para compor o grupo.

Desde que “Aquarius” estreou no Festival de Cannes, em maio, seu diretor é alvo de postagens ofensivas por parte de Petrucelli. Durante o festival francês, o cineasta e a equipe do filme empunharam cartazes contra o impeachment de Dilma Rousseff com os seguintes dizeres: “Um golpe está acontecendo no Brasil”.

Petrucelli escreveu que “vergonha é o mínimo que se pode dizer” do ato.

A nomeação do crítico gerou no meio cinematográfico temores de que o governo Temer estivesse retaliando “Aquarius” pelo protesto anti-impeachment.

Dois dos membros dessa comissão pediram para sair: a atriz Ingra Lyberato e o cineasta Guilherme Fiúza Zenha. E foram substituídos pelos diretores Carla Camurati e Bruno Barreto.

Gabriel Mascaro (“Boi Neon”), Anna Muylaert (“Mãe Só Há Uma”) e Aly Muritiba (“Para Minha Amada Morta”) desistiram de inscrever seus longas para análise da comissão.

Petrucelli que sua contrariedade se limita às posições políticas do diretor e que isso não vai afetar seu julgamento na comissão.

Veja a lista completa:

“A Despedida”, de Marcelo Galvão

“Mais Forte que o Mundo”, de Afonso Poyart

“O Outro Lado do Paraíso”, de André Ristum

“Pequeno Segredo”, de David Schurmann

“Chatô – O Rei do Brasil”, de Guilherme Fontes

“Uma Loucura de Mulher”, de Marcus Ligocki Júnior

“Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho

“Nise – O coração da loucura”, de Roberto Berliner

“Vidas Partidas”, de Marcos Schetchman

“O Começo da Vida”, de Estela Renner

“Menino 23: Infâncias perdidas no Brasil”, de Belisario França

“Tudo que Aprendemos Juntos”, de Sérgio Machado

“Campo Grande”, de Sandra Kogut

“A Bruta Flor do Querer”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade

“Até que a Casa Caia”, de Mauro Giuntini

“O Roubo da Taça”, de Caito Ortiz

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