O Republicanos decidiu nesta quarta-feira, 7, apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência no segundo turno. O anúncio foi feito pelo presidente do partido, deputado federal Marcos Pereira, ao lado do senador, na sede da legenda, em Brasília.
"Venho anunciar que o Republicanos apoiará Flávio Bolsonaro para presidente. 1º turno passou, povo falou e agora Brasil tem escolha clara. Mas eu afirmo que mantenho respeito às particularidades locais na Paraíba e em Pernambuco. Cada um sabe o que é melhor para sua região, muito mais do que os gabinetes em Brasília", declarou Pereira.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito de Minas Gerais, senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), participaram do evento, assim como os demais chefes de Executivo estaduais e parlamentares do partido.
Com a decisão, o Republicanos reverte a neutralidade adotada no primeiro turno e se soma a União Brasil, PP e Novo, que já anunciaram apoio a Flávio. O posicionamento dos principais partidos do Centrão também é um revés para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não garantiu outras alianças além das firmadas com as legendas de esquerda.
Lula terminou o primeiro turno com pouco mais de 2,2 milhões de votos atrás de Flávio, uma diferença de 1,87 ponto porcentual.
Titanic afundando
Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira, 7, que a equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está "preocupada" com o desempenho do senador e candidato ao Palácio do Planalto pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, na disputa eleitoral.
Tarcísio afirmou que já se refere à Flávio como "presidente".
"A turma de lá está preocupada porque sabe que o Titanic está afundando enquanto tocam violino", afirmou durante evento de anúncio de apoio do partido à Flávio no segundo turno.
Tarcísio afirmou que a eleição de Flávio será um "ponto final" e uma "aposentadoria definitiva" do Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil. "O PT dessa vez se aposenta definitivamente. A única coisa vermelha que vai ter na eleição é o cartão que essa turma vai levar."