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Reeleito, Paes ajuda Flamengo e Vasco, faz acordo com Botafogo e dialoga com Fluminense

FolhaPress 07/10/2024 10:53

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Eduardo Paes confirmou seu favoritisimo e foi reeleito o prefeito do Rio de Janeiro com uma vitória no primeiro turno com 60% dos votos. Na caminhada até a eleição, o político teve como uma de suas principais plataformas de campanha estreitar relações com as diretorias dos quatro principais clubes da cidade.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Com "canetadas" para projetos grandiosos, ele tem ajudado Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama e também algumas agremiações menores, como Portuguesa e Campo Grande.

ABRIU CAMINHO PARA REFORMA DE SÃO JANUÁRIO

O primeiro clube a ser beneficiado por Eduardo Paes foi o Vasco da Gama, seu time do coração e do qual é torcedor fanático.

O prefeito aprovou o potencial construtivo de São Januário, instrumento que vai gerar recursos para o Cruzmaltino viabilizar a reforma e modernização do estádio para quase 50 mil pessoas. A proposta já foi chancelada na Câmara Municipal e a ideia é iniciar as obras já no início de 2025.

DESAPROPRIOU TERRENO PARA ESTÁDIO DO FLA

Posteriormente, Paes teve papel fundamental na viabilização do sonhado estádio do Flamengo. O prefeito desapropriou o terreno do Gasômetro, que pertence à Caixa Econômica Federal, e que fica na região central do Rio.

SESC PICASSO

O Rubro-Negro adquiriu o local em leilão ocorrido em julho. Na ocasião, o clube arrematou por cerca de R$ 138 milhões, valor este que foi contestado inicialmente pela Caixa.

Após idas e vindas no tribunal, as partes chegaram a um acordo. A trégua foi feita na Câmara de Mediação e Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF).

TRANSFERIU CONCESSÃO DO NILTON SANTOS

Em agosto, Paes chegou a um acordo com o Botafogo e assinou a troca de concessão do Nilton Santos. A administração do estádio passou do clube social para a SAF. O pleito era uma reivindicação de John Textor, dono da Sociedade Anônima alvinegra.

Há também conversas sobre a possibilidade de se tirar a pista de atletismo do Nilton Santos. A ideia do Botafogo é aproximar a arquibancada do campo. O prefeito, por sua vez, acena, como contrapartida, que a pista precisa ser realocada para outro espaço, já que é a única em condições olímpicas na cidade. Duas possibilidades são estudadas: transferi-la para o Parque Olímpico ou construir uma nova arena para a modalidade.

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O prefeito também negocia a cessão de um terreno para a construção de um novo CT do Botafogo. O atual, em Vargem Pequena, na Zona Oeste (RJ), é alugado.

Há, no entanto, um imbróglio até o momento neste assunto. O prefeito alega que só pode ceder um terreno para o clube social, e não para a SAF, como deseja Textor.

POTENCIAL CONSTRUTIVO PARA O FLU

Eduardo Paes também mantém conversas com o Fluminense. A ideia é conceder um potencial construtivo da sede das Laranjeiras, nos moldes de como foi feito com o Vasco.

O Tricolor ainda não tem um projeto definido caso isso concretize. Há, porém, uma possibilidade de que o estádio seja reformado para receber jogos de pequeno porte.

"CANETADAS" TAMBÉM PARA OS CLUBES PEQUENOS

Paes influenciou diretamente na reforma e ampliação do Luso-Brasileiro, da Portuguesa (RJ). O prefeito cedeu as arquibancadas e estruturas da antiga Arena do Futuro, das Olimpíadas de 2016, para o estádio que fica na Ilha do Governador, na Zona Norte (RJ). As obras já iniciaram e a ideia é passar a capacidade de pouco mais de 6 mil para até 16 mil pessoas.

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Em abril, Paes assinou uma liberação de crédito para a reforma do Ítalo Del Cima, do Campo Grande. O estádio fica na Zona Oeste (RJ) e é um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. As obras já iniciaram.

PAES: 'FUTEBOL É UMA ATIVIDADE ECONÔMICA MUITO IMPORTANTE'

Começamos, no início do ano que vem, a reforma de São Januário, fruto de uma parceria da Prefeitura com o Vasco. Agora fechamos essa parceria com o Flamengo, já fizemos a extensão e a transferência da concessão do Botafogo, estamos em negociação com o Fluminense, com os clubes menores do Rio também. Estamos fechando o projeto do Ítalo Del Cima, a Portuguesa ganhou as arquibancadas ampliando o seu estádio. Entendemos que o futebol é uma atividade econômica muito importante no Rio. Ano passado foram R$ 4 bilhões que o futebol movimentou, metade disso vindo do Fla. Portanto, isso ativa a economia, gera emprego e é muito importante para nossa cidadeEduardo Paes

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