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Rebanho bovino cai pelo segundo ano seguido, mas exportações de carne batem recorde

Brasil encerrou 2025 com 234,3 milhões de cabeças de gado, enquanto embarques de carne bovina chegaram a 3,85 milhões de toneladas

Vitória News 06/10/2026 07:25
Rebanho bovino cai pelo segundo ano seguido, mas exportações de carne batem recorde
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O rebanho bovino brasileiro encerrou 2025 com 234,3 milhões de cabeças, queda de 1,7% em relação ao ano anterior.

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Foi a segunda redução anual consecutiva e o menor número de animais desde 2022, quando o país contabilizava 234,9 milhões de bovinos.

Depois de quatro anos de crescimento, o rebanho havia atingido o recorde de 238,6 milhões de cabeças em 2023. Em 2024, houve retração de 0,2%, para 238,2 milhões, seguida de uma queda mais acentuada em 2025.

O movimento indica uma mudança no ciclo da pecuária brasileira, com aumento dos abates e redução do número de matrizes mantidas para reprodução.

Exportações batem recorde

Mesmo com a diminuição do rebanho, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram níveis recordes em 2025.

Os embarques somaram 3,853 milhões de toneladas, crescimento de 20,7% em relação ao ano anterior.

A receita obtida com as vendas externas aumentou quase 40% e chegou a US$ 18,365 bilhões.

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O desempenho ocorreu mesmo diante da sobretaxa aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

Valor da produção também cresce

O valor da produção pecuária brasileira chegou a R$ 141,2 bilhões em 2025, alta de 6,2% em relação ao ano anterior.

A produção de leite respondeu por 63,4% desse total.

O setor lácteo também alcançou recorde pelo terceiro ano consecutivo, com produção de 36,7 bilhões de litros.

O resultado ocorreu mesmo com o menor número de vacas ordenhadas desde o início da série histórica, em 1974, refletindo ganhos de produtividade, investimentos em genética e mudanças no manejo dos rebanhos.

Abate de fêmeas aumenta

Segundo o levantamento, a redução do rebanho está relacionada ao crescimento dos abates nos últimos quatro anos, principalmente de fêmeas.

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Pela primeira vez desde 1997, o número de fêmeas abatidas superou o de machos.

No curto prazo, o movimento contribui para ampliar a oferta de carne, mas também reduz a quantidade de matrizes disponíveis para reprodução.

Com menos fêmeas destinadas à produção de bezerros, a tendência é de menor oferta de animais para reposição nos próximos anos, fator que pode influenciar os preços do bezerro e da arroba bovina.

Centro-Oeste mantém maior rebanho

O Centro-Oeste continua concentrando o maior rebanho bovino do país, com 72,2 milhões de cabeças, equivalentes a 30,8% do total nacional.

A região, porém, registrou o terceiro ano consecutivo de queda, com redução de 3,7%.

O Norte apresentou recuo de 1,8%, para 63,4 milhões de animais.

No Sudeste, o efetivo caiu 1%, para 37,3 milhões de cabeças, enquanto o Sul registrou redução de 1,7%, encerrando o ano com 24,1 milhões.

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O Nordeste foi a única região a ampliar o rebanho, com crescimento de 2,2%, chegando a 37,3 milhões de bovinos.

Municípios com maiores rebanhos

São Félix do Xingu, no Pará, permaneceu na liderança nacional, com 2,7 milhões de bovinos, número equivalente a 1,2% de todo o rebanho brasileiro.

Corumbá, em Mato Grosso do Sul, aparece em seguida, com 2,2 milhões de cabeças.

Porto Velho, em Rondônia, contabiliza 1,7 milhão; Cáceres, em Mato Grosso, soma 1,4 milhão; e Marabá, no Pará, tem 1,3 milhão.

Outros rebanhos atingem recordes

Enquanto o número de bovinos recuou, outros rebanhos brasileiros atingiram marcas históricas em 2025.

O efetivo de galináceos chegou a 1,6 bilhão de cabeças. O número de caprinos alcançou 13,5 milhões e o de ovinos, 22,3 milhões.

O rebanho suíno permaneceu praticamente estável, com cerca de 44 milhões de animais.

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