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Putin diz que Rússia tem força para vencer Guerra da Ucrânia sem arma nuclear

FolhaPress 04/05/2025 13:59

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O presidente Vladimir Putin disse em vídeo transmitido neste domingo (4) que a Rússia tem força e recursos suficientes para vencer a Guerra na Ucrânia sem necessidade da utilização de armas nucleares.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Em gravação exibida na televisão estatal sobre os 25 anos de Putin como líder russo, intitulada "Rússia, Kremlin, Putin, 25 anos", o presidente foi questionado por um repórter sobre o risco de escalada nuclear no conflito em curso há mais de três anos.

"Eles queriam nos provocar para que cometêssemos erros", disse Putin. "Não houve necessidade de usar essas armas e espero que não sejam necessárias. Temos força e meios suficientes para levar o que foi iniciado em 2022 a uma conclusão lógica, com o resultado que a Rússia almeja."

Putin ordenou que milhares de soldados russos invadissem a Ucrânia em fevereiro de 2022, desencadeando o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) e o mais grave confronto entre Moscou e o Ocidente desde o auge da Guerra Fria (1947 - 1991).

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O russo, um ex-tenente-coronel da KGB no poder desde o último dia de 1999, é o líder do Kremlin com mais tempo no cargo desde Josef Stalin, que governou por 29 anos até a sua morte, em 1953.

Dissidentes -parte deles agora na prisão ou no exterior- descrevem Putin como um ditador. Apoiadores, por sua vez, consideram o líder um salvador que tem resistido a investidas da Otan, a liderança militar ocidental liderada pelos EUA, e que pôs fim ao caos no país após a desintegração da União Soviética, em 1991. Segundo pesquisadores russos, o presidente tem índices de aprovação acima de 85%.

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Na gravação, cuidadosamente coreografada, Putin aparece oferecendo chocolates a Pavel Zarubin, um importante propagandista russo, em sua cozinha no Kremlin. O presidente contou ter se ajoelhado para orar pela primeira vez durante a crise do teatro Nord-Ost, ocorrida em Moscou no ano de 2002, quando rebeldes da Chechênia fizeram cerca de 900 pessoas reféns, e mais de 130 deles foram mortos.

"Não me sinto como algum tipo de político", disse Putin sobre seus 25 anos no poder, incluindo o período em que foi primeiro-ministro. "Continuo respirando o mesmo ar que milhões de cidadãos russos. Isso é muito importante. Se Deus quiser, que continue pelo maior tempo possível. E que não desapareça."

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que o conflito na Ucrânia poderia se transformar na Terceira Guerra Mundial. O ex-diretor da CIA, William Burns, disse que havia um risco real, no final de 2022, de que a Rússia pudesse usar armas nucleares, afirmação que foi negada por Moscou.

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Centenas de milhares de pessoas foram mortas ou feridas na guerra ora em curso, e Trump afirma querer acabar com o "banho de sangue" que seu governo caracteriza como um conflito por procuração entre os Estados Unidos e a Rússia.

Trump tem sinalizado há semanas que está frustrado com o fracasso de Moscou e Kiev em chegar a um acordo para encerrar a guerra, embora o Kremlin diga que as negociações são complexas. Putin retrata a guerra como um momento decisivo nas relações de seu país com o Ocidente.

O governo russo também confirmou neste domingo que o líder chinês Xi Jinping fará uma visita oficial a Moscou entre os dias 7 e 10. Xi já havia confirmado sua participação no desfile que marca os 80 anos do Dia da Vitória, em homenagem à derrota da Alemanha nazista pela União Soviética e seus aliados. Outros líderes mundiais, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também estarão presentes no evento.

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