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Procurador-geral pede que Supremo da Argentina dobre pena de Cristina Kirchner

FolhaPress 16/05/2025 19:24

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - O procurador-geral de Justiça da Argentina, Eduardo Casal, pediu na quinta-feira (15) ao Supremo que a ex-presidente Cristina Kirchner seja condenada a 12 anos de prisão por associação ilícita em uma investigação de obras públicas na província de Santa Cruz, berço político do casal Kirchner.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Estamos diante de um esquema comprovado de corrupção", disse Casal, ao pedir à Suprema Corte que dobrasse a pena de Cristina. Ele justificou que o crime de associação ilícita também deve ser atribuído.

O caso conhecido como "Vialidad" levou à primeira condenação da ex-presidente por corrupção em dezembro de 2022, pelo Tribunal Federal 2 de Comodoro Py. Ela foi condenada a seis anos de prisão, mas seu destino ainda depende de uma posição do Supremo, já que Cristina acionou a Corte para pedir a nulidade da sentença.

SESC PICASSO

A sentença da segunda instância sustenta que, por meio de 51 processos licitatórios para a construção de obras rodoviárias em vias nacionais e provinciais em Santa Cruz, entre 2003 e 2015, ocorreu uma manobra fraudulenta que prejudicou os cofres públicos. O Grupo Austral, do empresário e próximo aos Kirchner, Lázaro Báez, ficou com os contratos.

Além do aumento da pena, o procurador pede que os condenados tenham bens confiscados em uma quantia equivalente a US$ 4,7 milhões (ou R$ 26,8 milhões, na cotação oficial).

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Agora cabe aos juízes do Supremo, Horacio Rosatti, Carlos Rosenkrantz e Ricardo Lorenzetti, resolverem o caso. A decisão inclui, além da condenação, uma inabilitação perpétua para ocupar cargos públicos.

O veredito deles pode mexer no xadrez político local, já que em outubro os argentinos irão às urnas para renovar metade da Câmara e um terço do Senado.

Sem ocupar um cargo político desde que deixou de ser vice-presidente após o fim do governo Alberto Fernández e a vitória de Javier Milei, em 2023, Cristina deve disputar uma vaga de deputada nacional.

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