SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Equador, Daniel Noboa, disse nesta quinta-feira (23) que sofreu uma tentativa de envenenamento. Em entrevista à CNN, ele disse que foi presenteado com doces, chocolates e marmeladas, durante evento público.
Os alimentos estavavam supostamente contaminados com três substâncias químicas. Noboa afirmou que é impossível que a alta concentração das substâncias não tenha sido intencional.
"Apresentamos a denúncia, apresentamos as provas, a concentração dos três compostos químicos", relatou.
No úlimo dia 7, o carro do presidente Daniel Noboa foi atacado por manifestantes com pedras ao chegar em um evento na província de Cañar. O governo chamou o episódio de "tentativa de assassinato", e o líder equatoriano não se feriu.
O ataque ocorre em meio a um cenário de protestos contra a eliminação de um subsídio ao diesel anunciado pelo governo. A medida afeta fortemente o custo de vida no país.
A oposição, inclusive os grupos políticos próximos do ex-presidente Rafael Correa, afirmam que a bancada governista barrou as discussões sobre o fim dos subsídios.
A maior organização indígena do país (Conaie), que havia organizado greve, marchas e bloqueando algumas estradas em protesto contra a medida, anunciou na última quarta (22) o film dos bloqueios.
A suspensão foi decidida após Noboa ameaçar endurecer a repressão. O líder de direita é conhecido por sua política linha-dura e aposta na militarização desde a sua campanha, muito guiada pela grave crise de segurança pública que acomete o Equador nos últimos anos, em particular com o crescimento do narcotráfico.