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Presidente do Conselho do São Paulo representa diretor e ex de Casares

FolhaPress 17/12/2025 13:38

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres enviou uma representação ao Conselho de Ética da casa contra os dois diretores envolvidos no escândalo de camarote.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

O documento pede a instauração de pedindo a abertura de processo disciplinar para apurar um suposto esquema de comercialização irregular de camarotes e ingressos no Morumbis.

O diretor adjunto de base Douglas Eleuterio Schwartzmann e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares, são os envolvidos e pediram afastamento de seus cargos.

Agora, o documento segue à Comissão de Ética, presidida por Antônio Maria Patiño e composta também por José Edgard Galvão, Luiz Augusto Braga, Marcelo Felipe Neli e Milton José Neves Júnior. Patiño selecionará dois deles para integrar o posto avaliador.

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A ação de Ayres se dá um dia depois do pronunciamento público de Casares, que cobrou "rigor" em investigação interna e afirmou que "não há e nem haverá favorecimento por proximidade, amizade, parentesco, função ou alinhamento político".

O próprio Casares, na noite desta terça-feira (16), enviou uma carta a Olten Ayres formalizando um pedido de encaminhamento da questão para o Conselho de Ética.

RELEMBRE O CASO

O episódio veio a público após a divulgação de um áudio pelo ge. Na gravação, Douglas Schwartzmann, diretor adjunto das categorias de base, conversa com Mara Casares -ex-esposa do presidente Julio Casares e, à época, diretora feminina, cultural e de eventos do clube- sobre a comercialização de ingressos de um camarote para o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro.

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Após a repercussão do material, ambos foram afastados de suas funções. No áudio, Schwartzmann admite que a operação teria ocorrido de maneira clandestina, afirma que Márcio Carlomagno -superintendente geral do clube no CT da Barra Funda, apontado internamente como o "braço direito" de Julio Casares e nome forte da situação política para a eleição presidencial de 2026- tinha conhecimento dos fatos e demonstra preocupação com eventuais punições e com o impacto político do caso dentro do São Paulo.

O camarote citado é o 3A, localizado no setor leste do estádio e registrado nos sistemas internos como "sala da presidência". Segundo as apurações, Mara Casares teria recebido de Carlomagno o direito de uso do espaço e repassado o camarote para exploração comercial durante o show. A venda dos ingressos ficou a cargo de Rita de Cássia Adriana Prado, que teria arrecadado cerca de R$ 132 mil, com entradas negociadas por valores de até R$ 2.100.

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A situação ganhou contornos judiciais após Rita de Cássia acionar uma empresa parceira, alegando apropriação indevida de ingressos sem o pagamento correspondente. Com o registro de Boletim de Ocorrência e a abertura de processo, Douglas Schwartzmann e Mara Casares teriam passado a pressioná-la para que retirasse a ação.

Em contato com o UOL, Schwartzmann negou todas as acusações. O diretor afirmou que sua participação no episódio foi pontual, com o objetivo exclusivo de evitar que um conflito entre particulares gerasse desgaste institucional ao São Paulo, e disse ter optado por um afastamento temporário para permitir que as apurações ocorram com tranquilidade.

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