A Premier League compartilhou um comunicado nesta nesta terça-feira, 29, que detalha acusações de violações financeiras cometidas pelo Manchester City. O clube inglês foi considerado culpado por todas as 115 denúncias realizadas pela comissão independente da competição.
Segundo a nota, o City firmava contratos "fictícios" com diversos parceiros comerciais, com o objetivo de inflar artificialmente as receitas da equipe e reduzir seus custos em mais de 900 milhões de libras (cerca de R$ 6,2 bilhões na cotação atual) entre as temporadas 2009/10 e 2017/18.
Além disso, a liga diz que o time ultrapassou os limites de gastos do torneio e daqueles determinados pela União das Associações Europeias de Futebol (Uefa), além de ter agido de má-fé e não ter cooperado com a investigação que iniciou em dezembro de 2018.
"A Comissão Independente concluiu que o Manchester City firmou acordos comerciais 'fictícios' com vários de seus patrocinadores durante o período, como parte de um esquema de financiamento disfarçado, pelo qual essas empresas eram obrigadas a pagar apenas uma parte dos valores de patrocínio correspondentes. O restante era financiado pela Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd (ADUG), que era proprietária do clube", escreveu a Premier League em parte do comunicado.
Após o anúncio, o Manchester City disse que está "decepcionado" com o ocorrido e que irá recorrer da decisão. "O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League, e existe um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustenta todas as suas posições relacionadas a este caso. Portanto, o clube será incansável e, quando necessário, proativo, em todos os fóruns regulatórios e jurídicos apropriados."