Prefeitura de SP determina que aeroporto de Congonhas tenha área obrigatória para transporte por aplicativo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Passageiros que usam transporte por aplicativo como Uber e 99 no aeroporto de Congonhas vão ter que usar uma área específica para embarque, segundo resolução da Prefeitura de São Paulo publicada nesta segunda-feira (10).

A regra, que tenta resolver a saída confusa do aeroporto começa a valer daqui a 30 dias para quem embarca nos veículos ao deixar os voos. Já a chegada a Congonhas continua a mesma, nas áreas já indicadas no aeroporto.

A determinação foi publicada enquanto ainda é definido o local de embarque das Operadoras de Tecnologia Transporte Credenciadas, a chamada zona de embarque de aplicativos. Ainda nesta segunda haverá uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo para apresentar os dados mais recentes.

Reportagem da Folha de março mostrou que a proposta desse bolsão para carros de aplicativos cria a zona de embarque no piso inferior, descendo a rampa após a saída do desembarque de voos.

A sinalização e a delimitação do local e das vias são responsabilidade da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Caberá ao DTP (Departamento de Transportes Públicos), segundo o texto, a fiscalização do cumprimento das novas regras.

Se não cumprirem as regras, as empresas de aplicativo receber penas —que vão de advertência, passam por multa, suspensão do credenciamento na cidade por um ano, até o descredenciamento.

A administração municipal afirma que o objetivo da regulamentação é ordenar pontos de embarques de pessoas, desafogar o intenso tráfego concentrado em determinados locais no entorno do aeroporto, disciplinar os vários modais de transportes existentes, aprimorar as sinalizações de trânsito e auxiliar nas fiscalizações públicas.

Atualmente, o acesso aos carros de aplicativo no piso inferior do aeroporto é confuso e sem orientação, tanto de trânsito quanto para passageiros.

Motoristas que rodam no entorno do aeroporto aceitam, mas cancelam corridas de usuários no desembarque em seguida, com receio de serem multados por agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), quando têm de aguardar em fila dupla por falta de lugar para estacionar ou por desorganização viária.

Somente no ano passado, mais de 34 mil multas foram lavradas nas vias de acesso às áreas de embarque e desembarque de Congonhas, segundo a CET.

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