Prefeito de Porto Alegre pede agilidade em verba federal

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O prefeito de Porto Alegre Sebastião Melo (MDB) afirmou que a burocracia para a distribuição de verbas federais é um empecilho que custa vidas em uma situação como a enfrentada pela capital gaúcha com as chuvas desta semana.

Situação ocorre “do presidente Collor ao presidente Lula”, disse prefeito. Em entrevista à Globonews, Sebastião Melo afirmou que em outras situações de catástrofe os anúncios de verbas federais foram maiores do que o valor que realmente chegou à cidade.

Caminhos devem ser encurtados com Medida Provisória ou Emenda Constitucional. Sebastião Melo afirmou que medidas constitucionais extraordinárias podem ser um caminho para agilizar as ajudas humanitárias ao país.

Ministro-chefe da Secom prevê MP para o estado. Paulo Pimenta falou sobre os trabalhos que o governo federal pretende realizar ao participar de reunião na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

“Precisamos aprovar medida legislativa que excepcionalize, para o dinheiro chegar mais rápido. Porque se for cumprir o prazo normal, fica complicado”, afirmou Pimenta.

“Veja como ajudar vítimas dos temporais no Rio Grande do SulTem que ter uma medida provisória ou uma PEC humanitária para você encurtar caminhos, porque a burocracia mata totalmente. Os prefeitos têm que agir com responsabilidade. Quem fizer uma irresponsabilidade, que pague por isso. Não posso, em nome da burocracia, matar pessoas”, disse Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, a Globonews.

PREFEITURA DECRETA RACIONAMENTO DE ÁGUA

Decreto diz que água deve ser usada exclusivamente para abastecimento e consumo pessoal. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da cidade nesta segunda-feira (6).

Prefeitura pede para evitar lavagens de carros, calçadas e fachadas. A orientação também vale para regas de jardins e gramados, além do uso em salões de beleza, clínicas estéticas, academias e banho e tosa de animais.

CHUVAS DEIXARAM MAIS DE 80 MORTOS NO RS

A Defesa Civil informou que subiu para 83 o número de mortos em razão das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul. A atualização é da manhã desta segunda-feira (6).

Mais de 850 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas no estado. São 111 desaparecidos e 276 feridos, segundo o boletim da Defesa Civil Estadual. Ao menos ficaram 121.957 desalojadas e 19.368 estão em abrigos.

Dos 497 municípios gaúchos, 345 sofreram alguma consequência dos temporais. Na região metropolitana de Porto Alegre, a água deixou pessoas ilhadas e fechou hospitais em Canoas. O clima é de “zona de guerra”.

Nível do Guaíba era de 5,27 metros, às 8h, desta segunda. Os dados são da régua da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). No sábado (4), ele já havia superado a marca atingida no ano de 1941 (de 4,76 metros de altura), quando inundou grande parte do centro da capital gaúcha.

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