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Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã diz que Otan é cúmplice da guerra

Estadão Conteúdo 25/06/2026 14:27

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de ser "ativamente cúmplice" na guerra deflagrada pelos Estados Unidos e Israel contra Teerã. A declaração consta em publicação no X, junto a um trecho de entrevista do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, à Fox News.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

"Esta é uma admissão clara e condenatória da cumplicidade ativa da Otan em uma guerra de agressão ilegal contra um país-membro soberano da Organização das Nações Unidas (ONU) - uma violação flagrante das normas imperativas do direito internacional", escreveu o porta-voz.

Baghaei apontou que a aliança militar e seus membros participaram da decisão de atacar o Irã, o que os tornaria "responsáveis por todas as consequências".

No vídeo compartilhado pelo iraniano, Rutte destaca a Itália e Romênia pelo empréstimo de bases militares aos Estados Unidos em 28 de fevereiro, quando a guerra começou. "Eles, junto a todos os países europeus que deram assistência, devem explicar para sua própria população e para o mundo o motivo de apoiarem a agressão e atrocidades em massa contra o Irã", disse Baghaei, listando as principais cidades persas atingidas durante o conflito.

Contudo, o trecho da entrevista do secretário-geral da Otan é de apenas 32 segundos e não exibe o contexto completo da menção ao apoio de Itália e Romênia aos EUA. A conversa com a Fox News aconteceu na segunda-feira, um dia após o presidente Donald Trump reiterar críticas a Otan e, especificamente, à primeira-ministra italiana Giorgia Meloni por não participar da guerra contra o Irã.

SESC PICASSO

"Eu sei que há muita frustração com a Otan, mas isso são casos isolados. Vários países, vários aliados, liberaram bases militares para uso dos EUA na Operação Fúria Épica", disse Rutte, em referência aos primeiros ataques contra o Irã.

Questionado sobre esses "casos isolados", Rutte evitou dar uma resposta direta e detalhada em relação à resistência da Europa em apoiar a guerra, se limitando a reiterar o empréstimo de bases e investimentos "enormes" em defesa da aliança militar. "A Itália permitiu o uso de suas bases militares, e isso foi massivo. A Romênia teve que diminuir números de voos em Bucareste para liberar aeroportos para infraestrutura de reabastecimento", disse, trecho este que foi compartilhado pelo Irã.

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Rutte afirmou ainda que Trump está "fazendo exatamente o que é necessário" ao destruir a capacidade nuclear iraniana e elogiou o trabalho do americano para reabrir o Estreito de Ormuz. O secretário também disse esperar consensos nos objetivos da Otan, como a necessidade de aumentar o estoque de equipamentos militares, que serão discutidos na cúpula em Ancara, na Turquia, entre 7 a 8 de julho.

Apesar das declarações do líder da Otan, Trump voltou a criticar e a cobrar mais apoio da aliança ontem, em comentários a repórteres ao lado de Rutte.

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