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Política
João Santana dirá à PF que não há dinheiro no exterior de campanhas brasileiras
Conteúdo editorial fornecido por Estadão

O criminalista Fábio Tofic Simantob, que defende João Santana e sua mulher, Mônica Moura, disse nesta terça-feira, 23, em Curitiba, que seu cliente deve ser ouvido nesta quarta-feira, 24, que pelos investigadores da Operação Lava Jato.

"Confiamos que nesse depoimento, depois de dar todos os esclarecimentos que precisam ser dados, essa prisão absurda seja revogada", afirmou Tofic, depois de sua primeira reunião com o cliente, depois que ele foi preso na Custódia da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Tofic disse que Santana falará que "não tem um centavo de valor recebido no exterior que digam respeito a campanhas brasileiras".

"Basta lembrar que de nove campanhas presidenciais que ele fez nos últimos anos seis foram fora do Brasil."

O detalhamento dos recebimentos e valores será dado nesta quarta-feira por Santana aos delegados e procuradores da Lava Jato, afirmou o criminalista.

Tofic foi questionado por jornalistas sobre o fato de Santana e a mulher terem se entregue à PF sem portarem seus aparelhos celulares e computadores portáteis. "Você já viu alguém ser preso com celular, você viu alguém usar celular na prisão?", questionou o advogado.

O defensor afirmou que, assim que solicitado, os clientes apresentarão os equipamentos, se for necessário.

Santana e Mônica chegaram por volta das 12h30 em Curitiba, depois de se entregarem à PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Os dois estavam na República Dominicana. Às 15h os dois foram levados para fazer exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal.

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