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PM de folga mata pintor com 4 tiros durante festa de aniversário no ES

FolhaPress 17/11/2025 20:02

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um pintor foi morto a tiros por um policial militar de folga, durante uma confusão em uma festa de aniversário em Vitória, no Espírito Santo, na noite de ontem.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Fernando da Silva Santos, 32, foi morto com quatro tiros. O pintor foi baleado no peito, no braço, no rosto e nas costas. A informação consta no boletim de ocorrência.

Pintor estava no aniversário de um tio, junto com a família, quando foi morto. À polícia, os parentes explicaram que, antes de ser baleado, Fernando teria se desentendido com outro homem, morador do mesmo bairro, que foi à festa como penetra. Esse homem estaria embriagado, incomodando os convidados e, inclusive, teria jogado bebida em Fernando.

Após ser expulso, ele teria ido até casa, pegado um facão e retornado ao local da festa. Em seguida, passou a fazer ameaças a Fernando, e os dois iniciaram uma discussão. Foi nesse momento que o PM entrou na confusão e disparou quatro vezes contra o pintor. A vítima morreu no local.

PM não fugiu da cena do crime, ele mesmo acionou a polícia e alegou ter agido em legítima defesa. Em depoimento, o agente relatou que estava na casa de um tio e, ao ir embora, teria visto Fernando armado no meio da rua. O militar alega que pediu ao pintor para largar a arma.

SESC PICASSO

Fernando teria se recusado a obedecer as ordens e ido para cima do PM, que atirou e o matou. Suposta pistola usada pelo pintor era uma arma falsa, que foi apreendida pela polícia no local do crime, ainda de acordo com o boletim de ocorrência. Família nega que Fernando estivesse armado.

Caso foi registrado como morte decorrente de uma ação de legítima defesa na Delegacia Regional de Vitória. O PM foi ouvido e na sequência liberado. A Polícia Civil disse que o caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa. O órgão não informou se o homem que discutiu com Fernando foi ouvido.

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Corregedoria da Polícia Militar disse ter instaurado procedimento administrativo para apurar o caso. "Todos os procedimentos legais são garantidos às partes envolvidas, assegurando a lisura das apurações. Sobre os questionamentos, a Corregedoria informa que tem ciência do fato e que todas as medidas cabíveis serão adotadas para apurar o caso e verificar o grau de envolvimento do policial militar citado".

Como o PM não teve o nome divulgado, não foi possível localizar sua defesa para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

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