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Paquistão anuncia negociação entre EUA e Irã, mas Oriente Médio segue sob fogo cruzado

Estadão Conteúdo 30/03/2026 07:13

A guerra no Oriente Médio chega ao 31º dia nesta segunda-feira, 30, com informações ainda desencontradas sobre a possibilidade de negociações entre os Estados Unidos e o Irã e sem qualquer sinal de arrefecimento nas agressões mútuas.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

As forças de Israel anunciaram uma ofensiva contra posições militares em Teerã, enquanto os iranianos mantiveram os ataques contra países árabes do Golfo Pérsico e o território israelense.

No campo diplomático, o governo do Paquistão anunciou no domingo, 29, que sediará nos próximos dias um encontro de representantes americanos e iranianos. Nenhum dos dois países, no entanto, confirmou a disposição em negociar, em meio à possibilidade de uma invasão por terra do Irã pelas tropas dos Estados Unidos.

O presidente americano, Donald Trump, voltou a dizer que as negociações com o Irã estão evoluindo "extremamente bem", mas não citou a tentativa de mediação do Paquistão e não forneceu detalhes sobre as conversas. Ao mesmo tempo, o líder americano comemorou um "grande dia" no Irã, com a "eliminação e destruição" de diversos alvos.

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Trump sugeriu também a possibilidade de tomada da Ilha Kharg, no Irã, que abriga o principal terminal de petróleo do Golfo Pérsico. "Talvez tomemos a Ilha Kharg, talvez não. Temos muitas opções", afirmou, em entrevista ao jornal Financial Times.

Em mais um sinal contraditório, o presidente americano disse que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, autorizou a passagem de 20 petroleiros de bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz a partir desta segunda.

Do lado iraniano, Ghalibaf reagiu à possibilidade de uma incursão terrestre das forças americanas com a promessa de "queimar os soldados" invasores e punir "para sempre" os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio.

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Já o parlamentar Alaeddin Boroujerdi sugeriu que o Irã deixe o Tratado de Não Proliferação Nuclear. "Por que devemos aceitar as restrições do tratado?", questionou. "De qualquer forma, não estamos buscando uma arma nuclear. Mas não é como se nós devêssemos observar as regras do jogo e eles nos bombardearem." Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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