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Papa Francisco continua em estado crítico, diz Vaticano

FolhaPress 24/02/2025 18:30

ROMA, ITÁLIA (FOLHAPRESS) - O papa Francisco dormiu e está descansando, depois de uma noite passada bem. É o que diz a nota divulgada pelo Vaticano nesta manhã (24), pouco depois das 8h (4h em Brasília). Este é o décimo dia de internação no hospital Agostino Gemelli, em Roma.

Senac 16 de julho — Capa (rail)

Segundo fontes do Vaticano, o papa se alimenta normalmente, sem nutrição artificial, e estava de bom humor nesta manhã. Continua com o tratamento farmacológico e não sente dores. O desconforto que sentiu no sábado (22), quando o boletim falava em "sofrimento", referia-se às dificuldades respiratórias, que teriam sido contornadas com o oxigênio suplementar.

Um boletim mais detalhado é esperado para o começo da noite.

Nesta segunda, às 21h (17h de Brasília), o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, vai conduzir um rosário na praça São Pedro para rezar e manifestar solidariedade ao papa. Ele é um colaborador próximo de Francisco. Devem participar demais cardeais que moram em Roma e funcionários da Cúria Romana, o braço administrativo do Vaticano.

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Na noite de domingo (23), o cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana, alinhado a Francisco, já havia celebrado uma missa para o pontífice em Bolonha. "Queremos nos unir ao Santo Padre, pedindo ao Senhor que o apoie neste momento de sofrimento, para que encontre alívio e possa se recuperar o mais rápido possível", disse Zuppi.

Na véspera, as condições de saúde de Jorge Mario Bergoglio, 88, tinham se agravado diante de uma crise respiratória asmática, que exigiu a aplicação de oxigênio suplementar. O papa também precisou de transfusões de sangue porque os testes mostraram que ele tinha uma baixa contagem de plaquetas.

Já no domingo, o boletim dizia que ele não tinha tido novas crises respiratórias, mas apresentava sinais de insuficiência renal. Sua condição continuava crítica, e a recuperação era incerta. "Exames de sangue indicam um início leve de insuficiência renal, que, por ora, está sob controle", disse o informe, acrescentando que o pontífice está recebendo oxigênio por meio de cânulas nasais.

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O texto afirmava ainda que, em resposta às "duas unidades de concentrado de hemácias" que Francisco havia recebido nas transfusões de sangue no dia anterior, houve aumento nos níveis de hemoglobina, a proteína do sangue responsável por transportar o oxigênio dos pulmões para o resto do corpo, amenizando a situação de anemia. Não foram feitas novas transfusões.

O papa continua sem febre, alerta e bem orientado. O texto não fez referência a uma situação de sepse, quando uma infecção atinge a corrente sanguínea e provoca uma resposta inflamatória exacerbada do organismo, mas esse ainda é um risco temido pela equipe médica.

Segundo a equipe médica, "a complexidade do quadro clínico e o tempo necessário para que as terapias medicamentosas apresentem alguma resposta tornam necessária a manutenção do prognóstico reservado". Ou seja, os médicos seguiam cautelosos, com previsão incerta sobre a recuperação.

Como sinal positivo, o papa participou, na manhã de domingo, de uma missa na capela que faz parte do apartamento que ocupa no décimo andar do hospital.

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Depois de evidente dificuldade respiratória em eventos públicos desde o início de fevereiro, o papa foi internado no dia 14 com sintomas de bronquite. Exames depois revelaram a existência de uma infecção polimicrobiana e pneumonia bilateral. O equilíbrio da terapia farmacológica é um desafio, disseram os médicos na sexta (21), na única entrevista coletiva até o momento.

No domingo, além dos turistas habituais, a movimentação na praça São Pedro ficou marcada pelo vaivém dos peregrinos que visitam a capital italiana para participar do Jubileu da Igreja, evento que ocorre a cada 25 anos. Neste fim de semana, mais de 3.000 pessoas participaram do Jubileu dos Diáconos.

Durante a missa matinal que deveria ter sido celebrada por Francisco na basílica São Pedro, o arcebispo Rino Fisichella pediu orações pelo pontífice argentino. "Na celebração eucarística, onde a comunhão assume a sua dimensão mais plena e significativa, sentimos o papa Francisco, mesmo num leito de hospital, próximo a nós e presente entre nós", disse o italiano.

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