Reformas, governadores e bancadas federais - Vitória News
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Opinião Pública
Reformas, governadores e bancadas federais
Sérgio Rogério de Castro
Nosso país precisa de uma maior harmonia, mais resultados na ação conjunta das bancadas federais estaduais com os governadores dos seus estados. No Espírito Santo, deixamos de ter, por muitas legislaturas, um volume significativo de recursos e ações do governo federal para nosso desenvolvimento por falta absoluta de um organizado trabalho entre senadores, deputados federais e governadores.

Mesmo com orientações contrárias dos partidos, é possível votar a favor dos interesses do estado e do país, com exceção dos poucos projetos em que exista a deliberação de “questão fechada”. Nas últimas legislaturas, temos avançado, mas podemos melhorar. Comenta-se que, no passado, era muito comum haver dificuldades para que um parlamentar federal aceitasse a coordenação da bancada.

Aquele que aceitava, eleito coordenador, não convocava reuniões, agia, em nome da bancada, sozinho ou com um grupo bem pequeno de colegas, sem a representatividade necessária para fortalecer os pleitos, impressionar os interlocutores, ver o seu estado atendido nos seus projetos e reivindicações. Infelizmente, às reuniões de bancada comparecia um número pequeno de parlamentares e alguns poucos assessores dos mesmos.

Quando isto acontece, as discussões ficam pobres, os encaminhamentos mais difíceis, os resultados, as entregas, muito mais fracas. Os governadores também iam à Brasília e não comunicavam ao coordenador da bancada. Um desastre!

O resultado não pode ser outro: um volume de entregas para o estado, de votos para aprovação dos bons projetos para o Brasil, em tramitação, muito menor do que seria desejável e possível. Um outro aprendizado é que as melhores reuniões de governadores com as bancadas não acontecem no Palácio do Governo e sim no Congresso Nacional.

Nos outros estados, de uma maneira geral, não se tem notícia de que seja melhor do que aqui, infelizmente. Ressalva-se a união e os bons resultados da conhecida “bancada do Nordeste”.

O Brasil precisa aprovar reformas. E as reformas, normalmente de iniciativa do Executivo, não chegam ao Congresso. Uma exceção em discussão no Congresso, a tributária. E as outras ? O quê o executivo já enviou até aqui para o Congresso sobre Reforma Administrativa ? Nada ! Ouso dizer que, além da baixa iniciativa e precária articulação política do governo federal, falta mobilização das bancadas federais, em conjunto com os governadores dos estados para dar agilidade ao Executivo.

O Espírito Santo pode ser um protagonista mais ativo, o governador e nossa bancada federal precisam tomar iniciativas, articular mais com os demais governadores, com as bancadas dos estados vizinhos e da Região Sudeste, ser uma inspiração de mobilização organizada para que os inadiáveis projetos cheguem no Congresso e sejam debatidos e aprovados.

O princípio da melhoria contínua precisa ser adotado para sermos melhores, sempre, reunindo argumentos, praticando ações que estimulem, induzam a maior mobilização também das bancadas dos demais estados, sempre em conjunto com os governadores, em prol das tão necessárias e almejadas reformas para o Brasil. Quem não é o maior precisa ser o melhor.